T de Trans: luta e resistência

T de Trans: luta e resistência

Olá, meus unicórnios, tudo bom?

Hoje trago para vocês uma matéria muito especial sobre visibilidade trans, esse assunto ainda é um grande tabu, tanto aqui no Ocidente quanto na Ásia, mas vamos por partes. Prontos? Let’s go.

Infelizmente, a comunidade trans ainda é o grupo que mais sofre preconceito dentro e fora da comunidade LGBTQIA+. Entretanto, antes de entrarmos mais no assunto, vamos esclarecer algumas dúvidas.

Para a surpresa de todos (pasmem), não tem diferença propriamente dita, no caso, ela se dá mais pelo lado político e médico, transgêneros são vistos como alguém que quer ou já fez a cirurgia, já a travesti é um termo usado como pejorativo e geralmente marginalizado, sempre associado à prostituição, a forma mais fácil de saber é através do diálogo, perguntando (caso não cause nenhum desconforto na outra pessoa) como ela se autodetermina. Diferente do cisgênero, o Trans é aquela pessoa que não se identifica com seu sexo biológico, no caso, dando uma explicação mais clara, é uma pessoa que nasceu no corpo errado.

Transgênero ou Travesti: Alguém que nasce com um determinado sexo biológico, mas não se identifica com ele.

Cisgênero: Alguém que nasce com um determinado sexo biológico e se identifica com ele.

Apesar de a cada dia o movimento ganhar mais força e estejam conquistando seu espaço, ainda há muito caminho pela frente. A média de vida de uma pessoa trans é 35 anos. a maioria das pessoas trans comentem suicidou pelo fato de não serem aceitos na família ou pelo fato de sofrerem preconceito devido a não estarem no padrão que a sociedade impõe. 

Na educação, a situação chega a se agravar, ainda mais quando a pessoa se entende como trans desde cedo. Um problema está no uso dos banheiros, onde em muitos lugares ainda não é permitido que cada um entre em qual se sente confortável. Muitos deixam a escola por medo de sofrerem agressão física e verbal diariamente, por simplesmente ser quem são.

Outro caso que chega a ser um enorme problema relacionado à saúde, é o de disforia (desconforto com características sexuais causadas pelo sexo biológico), porque muitos querem fazer a cirurgia ou passar pela transição através do uso de hormônios. Quando menores de idade, a maioria não tem a permissão dos pais, então optam por se automedicar ou buscam clínicas clandestinas para realizarem a cirurgia de redesignação sexual. E quando jovens ou adultos, tem a questão do dinheiro.

 Nesse momento, nosso foco será ela, essa ícone e maravilhosa mulher, vulgo Jennie Panhan.

Seu nome verdadeiro é Watchara Sukchum, mas seu nome artístico é Jennie Panham. Nasceu no dia 30 de Outubro de 1986, em Songkhla, Tailândia. Ela é atriz, apresentadora, modelo, fotógrafa (e dona da Tailândia). Seu primeiro trabalho como atriz foi na série Hormone 2, onde interpretou Jenny, ela também é apresentadora do programa Toey Tiew Thai: The Route desde 2016 ao lado de Golf Kittipat, Godji e Niti Chaichitathorn.

Agora vamos falar sobre essa personagem super importante e necessária, da série 3Will Be Free, que foi a Mae. Jennie fez um ótimo trabalho ao nos fazer sentir com sua personagem, no meio de várias lágrimas que nos foi arrancada, dois diálogos dela com o personagem que fez seu par, P’Phon (Max Jenmana), foram realmente marcantes. No primeiro episódio da série, podemos ver retratado o que muitos da comunidade trans passam, que é esse preconceito que na maioria das vezes não é apenas verbal, mas sim físico. Sentir empatia e tentar entender a situação do outro parece ser tão difícil pra várias mentes, a ignorância se torna o caminho mais fácil.

·Alerta de spoiler (caso não tenha visto a série e não goste de spoiler, please, pule para o final)

Indo para o episódio 8, temos duas cenas super importantes e que ainda são assuntos delicados. No primeiro momento, temos Mae e Phon falando sobre o relacionamento deles e sobre como os outros vão pensar, porque Mae é uma mulher trans e Phon é um homem cisgênero. Mas a cena se torna leve pela forma que Phon leva o diálogo, deixando claro que não importa como a sociedade vê, mas o sentimento que eles têm um pelo outro.

E nessa cena, temos Mae falando sobre a cirurgia de redesignação sexual. É necessário deixar claro que nem todas as pessoas trans sentem vontade de fazer a cirurgia e nós só temos o dever de respeitar o espaço e decisão de cada um, pois só eles sabem o que é melhor para si próprio.

Bom, meus amores, por hoje é isso. Fiquem com essa indicação de série, que não é propriamente BL, mas é cheia de representatividade. Espero que tenham gostado, e lembrem-se sempre, ame quem você é. Beijos.

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