Séries LGBTQIA+ Brasileiras e Histórias BL’s: Um Oceano de Particularidades

Séries LGBTQIA+ Brasileiras e Histórias BL’s: Um Oceano de Particularidades

Apesar de haver, literalmente, um oceano que separa essas produções, todas contam histórias de sonhos de jovens que ainda estão em processo de descobrimento de sua sexualidade ou se descobriram LGBTs que desejam ser felizes.

Enquanto aqui é dia, lá é noite”. Quem nunca ouviu essa máxima sobre as diferenças básicas entre a Ásia e o Brasil?! Além desse fator sobre a rotação da Terra, há diversos fatores que aproximam nosso país a eles quando a história é dramaturgia voltado para o público LGBTQIA+.

Ainda que haja milhares de quilômetros separando a América Latina e a Ásia, é notório o avanço dos dois continentes ao produzir histórias que retratam o dia a dia da descoberta da sexualidade que geralmente vem também acompanhada da descoberta do amor.  Vale ressaltar aqui, que por aqui tais histórias são sim voltadas para o público LGBTQIA+, enquanto que ainda há, na Ásia, uma discussão que caminha a passos curtos, hoje um pouco mais rápidos que há um tempo atrás, sobre o real público para quem as séries BL’s, são feitas e o que de fato elas desejam ser ou se tornarem ao que diz respeito a representatividade da população LGBTQIA+. E, sim a representatividade ainda se faz extremamente  necessária quando o assunto é contar histórias de pessoas comuns que só querem amar alguém, mesmo que seja do mesmo sexo .

Esqueça as histórias épicas, feitas pelos grandes estúdios, que tentam acertar o maior número de pessoas com suas produções. As histórias BL’s (boys love), como dito anteriormente, estão começando, ainda que não tão explícito,  a introduzir mudanças em seus roteiros para que, não se caiam em falácias carregadas de desconhecimento como por exemplo “ não possui nada haver com LGBTQIA+, são apenas dois caras héteros se apaixonando”. Ainda é sabido que tais histórias, quando se falam das produzidas na Ásia, são em sua maioria escritas por mulheres héteros, que muitas das vezes até mesmo pela cultura do continente, e lógico por serem heterossexuais, não sentem na pele as vivencias de jovens LGBTQIA+. Por isso, ainda é muito fácil encontrar discussões em redes sociais, tanto aqui, quanto em alguns países da Ásia, sobre para quem realmente as séries Boys Love, são direcionadas e o que elas desejam passar para seu público alvo. O amor entre duas pessoas do mesmo sexo nestas produções é nítido, no entanto antes de falar efetivamente em representatividade, é necessário levar em conta as diferenças sociais e culturais entre América Latina e Ásia. 

Pense comigo: Quantos filmes voltado para o público gay você viu no cinema no último ano? Quantas séries com  gays sendo protagonistas foram lançadas pelas emissoras de televisão e plataformas de streamings? Aposto que dá para contar nos dedos das mãos. É aí, que as tramas BL’s, sejam asiáticas ou brasileiras ( que por aqui ganham o nome de Produções LGBTQIA+), ganham espaço.

No fundo, todas essas histórias são necessárias por contar aventuras e dilemas que todo LGBTQIA+ passa. Questões com amor, romance, amor próprio, homofobia, violência e intolerância, de algum modo sempre estão presentes e isso não se faz presente somente em histórias para o público LGBTQIA+, faz parte da vida de cada um de nós. Quem nunca se sentiu diferente? Quem nunca quis que o crush correspondesse às nossas investidas?

Com países em crescimento e expansão, América Latina e Ásia ainda possuem países em que a intolerância é gritante e por isso, a representatividade se faz importante. Como fazer um mundo mais justo, se muitos não conhecem histórias LGBTs?  Rompendo barreiras, a Ásia percebeu que as histórias BL’s têm um público fiel, o que gera possíveis investimentos em produções. Diferente disto, o Brasil ainda nada lentamente em produções para o público, mas sempre marcada por produções em que o foco nem sempre é uma boa história e sim corpos seminus, onde a vulgaridade constantemente é o chamariz principal, seja através de corpos desnudos ou de cenas de sexo.

Apesar de todo esse estigma em torno de produções LGBTs brasileiras, novos canais independentes do YouTube foram surgindo, entre eles o canal Meu Sobrenome é Vida, onde suas obras são focadas nos dilemas reais de todo LGBTQIA+ e nisso, se aproxima cada vez mais das histórias que conhecemos vindas da Ásia.  Há sempre em suas produções, algum personagem com um drama comum a todos nós, que acompanhamos as histórias produzidas do outro lado do oceano. Possivelmente há outros canais parecidos com este, mas podemos dizer que este possui todos os princípios de histórias que conhecemos.

Apesar de todos esses elementos, o que é necessário ressaltar é que em produções nacionais, tudo é feito de forma independente por seus realizadores, por isso vem a necessidade de apoiar, seja através de um like, comentário ou até mesmo compartilhando, o que ajudará a melhorar o conteúdo dessas produções.

Com histórias de amor entre pessoas do mesmo sexo, dramas e dilemas de todo ser humano, já é possível constatar que há espaço para essas produções em nosso mercado brasileiro, mas se iremos chamar de histórias BL, dorama ou qualquer outro nome próprio, já é tema para um próximo post.

Espero vocês na próxima semana e não deixem de assistir aqui no site BLB, os episódios de Fica Comigo, antes de todo mundo. Sempre às terças feiras às 20h30.

Não deixe de comentar. Queremos saber a sua opinião. Curta, comente e compartilhe.

“ Matéria representa a opinião da coluna semanal dos diretores do canal Meu Sobrenome é Vida” 

Para saber mais sobre nossas produções, fique atento ao nosso Instagram e não deixe de ver as outras séries do canal, lá no Youtube.

Instagram: https://www.instagram.com/meusobrenomevida/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCoBl-FPuz9cKrccAqHA-g9Q

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