Sam Smith

Sam Smith

Olá meus bombons de licor, tudo bem com vocês?

Dando continuidade a nossa programação especial do mês do orgulho LGBTQIA+, hoje eu trago para vocês mais uma celebridade que faz parte do vale, ou seja é assumido publicamente. Vamos falar de Sam Smith!

Samuel Frederick Smith nasceu em Londres, Inglaterra, filho de Kate Cassidy, uma corretora de moedas. Sua mãe foi demitida em 2008 porque seus chefes acharam que ela estava dedicando muito tempo de expediente às ambições musicais do filho, que na época tinha quinze anos. Sam tem duas irmãs, Mabel e Lily Smith.

Smith passou a ter aulas de canto formal com um cantor de jazz, aos oito anos, depois que seus pais o ouviram cantar “My Love Is Your Love” de Whitney Houston, em uma viagem de manhã para à escola primária católica. O cantor passou a infância e adolescência em ensaios de teatro. Sua mãe muitas vezes lhe pedia que se apresentasse para amigos e parceiros de negócios em jantares. Antes de sua alçada à fama aos vinte e um anos, Smith estudou música, cantou em coros e em bandas e atuou em produções de teatro musical. Desenvolveu uma abordagem apaixonada ao canto exemplificado por seus artistas favoritos naquela época: Aretha Franklin, Stevie Wonder e Chaka Khan.

Smith é um ex-aluno da Youth Music Theatre UK e estrelou a produção “Oh! Carol” em 2007. Estudou por vários anos canto e composição com a vocalista e pianista de jazz Joanna Eden e trabalhou em sua loja local em St Johns Wood, também estudou nas escolas St. Thomas More Primary e St Mary’s Catholic School, em Bishop’s Stortford.

— Carreira

Em outubro de 2012, Sam Smith colaborou com Disclosure no single “Latch”, lançado em 8 de outubro de 2012 no Reino Unido e em 2014 nos Estados Unidos, alcançou a posição sete na Billboard Hot 100 e conquistou a posição de número onze na parada musical do Reino Unido. Em 2013, colaborou com Naughty Boy no single “La La La”, lançado em 19 de maio de 2013, a música alcançou a primeira colocação em charts importantíssimos de diversos países.

Seu primeiro EP de estréia, Nirvana, foi lançado em 4 de outubro de 2013, contendo as faixas Safe with Me, Nirvana, I’ve Told You Now e uma versão acústica de Latch. A versão norte-americana, lançada em 28 de janeiro de 2014, contém ainda três faixas bônus: sua colaboração com Disclosure, Nile Rodgers & James Napier em Together, Money on My Mind e uma remistura de Nirvana feita por Harry Fraud. Safe With Me e Nirvana alcançaram as colocações de números oitenta e oito e noventa e sete na principal para do Reino Unido, respectivamente.

Em dezembro de 2013, Smith recebeu indicações ao Critics’ Choice do Brit Awards e a Sound of 2014 da BBC, sendo que mais tarde ele sagrou-se como vencedor em ambas premiações.

O cantor confirmou em 16 de dezembro de 2013, que estava trabalhando no primeiro álbum em estúdio de sua carreira, que veio a se chamar In the Lonely Hour. Em 7 de janeiro de 2014, Smith lançou a obra de arte e lista de faixas para o álbum. Seu álbum de estreia In the Lonely Hour, foi lançado em 26 de maio de 2014 através da gravadora Capitol Records. Ele descreve o álbum como “tudo sobre amor não correspondido” porque ele nunca foi amado de volta por nenhum de seus interesses de amor.A obra foi um grande sucesso no mundo inteiro, se tornando um dos álbuns mais vendidos do ano de 2014.

A carreira de Sam é marcada por grandes sucessos e colaborações excepcionais, como sempre uma lenda.

— Vida Pessoal

Smith disse em uma entrevista recente que sua mãe já sabia que ele era gay desde os três anos de idade, mas que só revelou sua orientação sexual aos dez anos. No Grammy Awards de 2015, quando foi receber uma das quatro categorias em que ganhou Smith agradeceu o homem em que se inspirou para escrever as canções de seu primeiro álbum In the Lonely Hour.

“Gostaria de agradecer ao homem para quem é esta canção [Stay With Me], por quem me apaixonei o ano passado. Muito obrigado por partir meu coração porque você me deu quatro Grammys!” Disse o cantor.

Além de gay, em 2019, Sam se assumiu uma pessoa não-binária.
Tudo se iniciou com uma simples conversa, mas acabou por se transformar num momento de revelação especial. Quando o cantor Sam Smith se sentou com a atriz Jameela Jamil a propósito do seu programa I Weigh (Eu Peso), era suposto falar-se sobre a relação com o corpo e a imagem mas o britânico acabou por assumir-se como não-binário. “Não sou masculino nem feminino. Acho que flutuo entre os dois”, revelou.

Smith aparece num episódio da série de Jamil no Instagram a explicar que sempre se sentiu “muito livre no que diz respeito à sexualidade” e que isso ajudou-o a adaptar essa sensação àquilo que pensa sobre identidade de género.

“Ser não-binário/genderqueer significa que não te identificas com nenhum género, é uma mistura de várias coisas, és a tua própria criação especial”, esclarece. Apesar de muitas pessoas que se identificam como não-binárias preferirem ser tratadas pelo pronome “they” em vez de “he” or “she” (ou seja, preferem ser referidos através de pronomes indefinidos, não associados ao feminino ou masculino. Na língua portuguesa ainda não foi criado/ou é utilizado um pronome indefinido desse modo), Sam Smith explicou que vai continuar a utilizar os pronomes masculinos, pelo menos por enquanto.

“Já me fiquei a pensar se queria uma operação de mudança de sexo. É algo em que ainda penso: ‘Quero mesmo isso?’ Acho que não”, contou Smith a Jamil durante a tal conversa transmitida através do Instagram da atriz. “Quando vi a palavra ‘não-binário’, ‘genderqueer‘, e comecei a ler mais sobre isso e a ouvir pessoas a falar sobre o assunto pensei ‘Porra, isto sou eu!’”, afirma.

Na mesma conversa o autor da canção “Writings on the Wall” (que apareceu em destaque no filme “Spectre”, do 007) explica que teve muitas dificuldades em lidar com a sua imagem quando era mais novo. Tinha níveis de estrogénio demasiadamente altos e isso fez com que desenvolvesse seios, por exemplo, e isso colocou na mira do bullying dos seus colegas de escola. Smith até teve de fazer uma lipoaspiração quando tinha 12 anos, de forma a reduzir o tamanho do peito.

Apesar disso, afirma que duas semanas depois dessa intervenção cirúrgica recuperou “todo o peso que tinha perdido” porque ainda não tinha “percebido” a sua “relação com a comida”.

Os problemas de peso são mesmo descritos pelo cantor como sendo “a base de toda a sua tristeza” — que o perseguiu até mesmo na idade adulta.

O cantor também já relatou que sofreu ataques homofóbicos. Em uma entrevista ao The Sun, Sam revelou que sofreu preconceito por ser homossexual e que até foi agredido. “Em Londres, alguém me deu um soco na cabeça quando eu voltava do trabalho para a casa, foi definitivamente um ataque homofóbico, eu estava ao telefone, falando muito alto e usando headphones cor-de-rosa, era bastante obvio que eu era gay.” Ele contou ainda que na época da escola sofria muito bullying, “Era humilhante, não tanto para mim, mas me incomodou porque estava com meus amigos e me perguntava se eles tinham vergonha de andar comigo por causa dessas pessoas gritando”, explicou.

Bom meus bombons por hoje é só, essa foi uma breve síntese sobre a vida e carreira do cantor Sam Smith. Espero que tenham gostado, apóiem e prestigiem essa lenda super talentosa e representativa, beijos e até a próxima.

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