Roop Thong

Roop Thong

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre um dorama tailandês não muito conhecido devido à falta de tradução! Infelizmente, os fãs internacionais não conseguem conferir o drama integralmente, mas somente a parte BL, que não deixa de ser importante, mas adianto que se tivéssemos acesso a todo o conteúdo, a compreensão seria muito melhor.

Você pode encontrar este dorama como “Golden The Series” ou “Roop Thong”, ele é um lakorn que foi lançado em 2018 e que conta com 18 episódios com duração de 1 hora cada um, foi produzido pela GMM25 e está disponível no Youtube com boa resolução, ainda que sem legendas.  

Confesso que sou uma pessoa otimista e com a crença de que muitas coisas positivas estão para acontecer e este nicho (BL) se tornará mais popular e acessível, uma delas é que alguém em algum dia irá traduzi-lo (ainda que eu tenha lido em algum blog internacional que não foi permitida a tradução para outro idioma desta série).

Eu soube desse lakorn por meio de um MV (sim, eu sou o louco dos FMV) e me encantei pela história que parecia boa, inclusive deixarei o vídeo aqui em baixo:

Mas vamos então ao que interessa. Como disse antes e faço questão de frisar, esta resenha será um pouco mais parcial do que geralmente deve ser pelo próprio fato da gente ter acesso restrito ao dorama, um exemplo é que dos 60 minutos médios por episódio, somente 18-25 minutos são legendados e essa gritante diferença reflete na dimensão da análise da obra e, a única qualidade disto é que o enfoque será total no casal BL, então eu espero que continuem lendo e entendam toda a situação. Obrigado!

É uma obra intensa, pesada e violenta, mas que acima de tudo é atual. Ela trata basicamente do conflito pessoal de Seua (Toy Pathompong) que não quer se aceitar e tem medo de que as pessoas ao seu redor não aceitem o fato de que ele gosta de homens. Sim, estamos diante de mais um BL que discorre sobre aceitação, todavia Golden tem uma característica a mais, uma peculiaridade.

Qual?

Imagem: Reprodução/Internet

Bom, diferente do usual, a personagem encontra-se tão deslocada, tão perturbada e aflita que não consegue tomar as decisões por ela mesma, neste caso, é perceptível como a figura materna é tão relevante no que diz respeito ao ponto de referência do rapaz, quer dizer, Amber (Mayura Sawetsila) – sua mãe – tem o discernimento de que é capaz de manipular seu próprio filho e incutir nele as suas expectativas.

Expectativas estas que sempre espera que sejam cumpridas. Uma questão interessante que está de certa forma entrelaçada e serve de “argumento” para o controle materno é o fato de que seu ex-marido, e pai de seus filhos, falece e como a mesma convive com sua mãe, irmã e apenas o filho mais novo, ela entende que pode escolher arbitrariamente os caminhos do caçula.

Falando nisso, infelizmente, pelo fato de não termos acesso aos episódios completos, fica um pouco nebulosa a progressão afetiva da Mãe com Moo (o filho mais velho), que sai de casa junto de seu pai e volta depois que o mesmo morre, porém ainda que com as poucas partes traduzidas, é possível notar a questão de preferência que a mãe tem com os filhos, algo que é triste, mas ao mesmo tempo real.

Então, recapitulando, Roop Thong é série que fala sobre a construção da personalidade do jovem Seua que teve todos os passos controlados pela mãe viúva. Mas, com a ajuda de outra personagem, ele vai pouco a pouco se libertando dessas “amarras” domésticas e refletindo sobre sua vida e também a respeito de quem deve traçar seu próprio caminho.

Essa figura é Rob (Pangpond Akalavut), um amigo muito próximo de Seua que guarda, há 7 anos, um amor pelo rapaz e que um dia decide revelá-lo ao seu correspondente, porque o vê em perigo, uma vez que Seua sente também atração por mulheres, a saber, quando inicia um relacionamento com Riawkhao (Punpun Sutatta), uma mulher com uma personalidade bastante forte.

Diferente das obras mais “tradicionais” do ramo BL, aqui não temos a satanização da figura feminina levada até o fim da obra, algo bom, ainda que com ressalvas, a personagem não seja tão amigável quanto outras, o que acontece aqui é que ela deixa de ser a “vítima traída” e passa a ser voz ativa da relação e apoiada pela mãe do rapaz, que não quer que seu filho fique com outro homem.

Imagem: Reprodução

Durante praticamente toda a série vemos brigas, indiretas e xingamentos trocados entre Rob e Khao que não estão nem um pouco dispostos a “dividir o seu homem” e por meio de jogos sujos e mecanismos duvidosos, ambos disputam o troféu humano que somente perto do desfecho tem a consciência do que realmente estava acontecendo.

Ainda sobre Rob, a personagem martirizada da série, gostaria de mencionar que ele foi alvo de hostilidades durante toda a série, foi quem mais sofreu e chorou por ser vítima de um amor indeciso, inseguro e lerdo. É com certeza uma das personagens mais fortes e resilientes que conheço, mas que foi injustiçada no final de tudo.

Sobre isso, eu só queria pincelar o fato de como o enredo mostra uma família tradicional e conservadora que não aceita as variadas formas de demonstração de afeto e estão dispostos a impedir que algum de seus membros seja “contaminado” por essa “confusão”. É revoltante, mas ao mesmo tempo fulcral para compreender um pouco mais sobre a família tailandesa.

O grande pecado de Seua é a sua passividade, pois somente no desfecho e após a morte de um de seus “amores” o qual ironicamente ele mesmo matou, ele cai em si, ele acorda para a vida e enfim “desafia” a sua mãe e começa a tomar iniciativas. Toma a posição de sujeito de sua vida. Mas, um pouco tarde demais.

Bom, quero mencionar aqui passagens marcantes da obra que foram: 1. Quando a Amber vai até o apartamento do Rob e o encontra fazendo suas malas e eles começam um diálogo bastante sarcástico sobre como as pessoas mudam, por exemplo, uma pessoa ruim pode se tornar uma pessoa boa, gays viram héteros e outras coisas mais que eu fiquei um pouco chocado.

A outra passagem é já no final do lakorn quando estão reunidos filhos e mãe no templo budista e eles começam a conversar sobre perdão e mortos, até que Amber começa a chorar e pedir perdão aos filhos sobre suas antigas atitudes e diz que se ela “deixasse de ligar tanto para o que os outros pensassem de mim e do meu nome, coisas ruins poderiam ter sido evitadas”, então é talvez a mensagem principal do drama, “pare de se importar com a opinião alheia, seja feliz”.

Imagem: Reprodução

Sintetizando, Roop Thong é um dorama que aparenta ser bom, na verdade, ele é bom, mas como não temos o acesso a sua totalidade, é impossível julgá-lo num todo. Ele é um pouco violento, fala de questões que vão desde o questionamento de sexualidade, controle materno até paternidade, retiros espirituais e perdão. Mas é um BL que eu recomendo para você.

Caso não tenha problemas com “gatilhos”, você pode gostar e acabar querendo saber mais, se questionando sobre algumas lacunas que poderiam ser preenchidas, mas que ficarão lá não se sabe até quando. Você pode encontrá-lo em português em alguns fansubs brasileiros.

Para finalizar, um “incentivo”, os atores são maravilhosos e muito bonitos, além disso, eles têm uma química muito boa não só em cena, mas durante entrevistas e eventos que participaram juntos após o lançamento do drama!

Espero que tenha gostado, espero que assista e que continue conferindo o nosso conteúdo. Beijo, tchau!

Se você gostou dessa matéria, por favor, não deixe de curtir e expor a sua opinião. A sua interação é muito importante para a manutenção do site. Além disso, não se esqueça de seguir as nossas plataformas digitais, por lá, você tem acesso a todo o conteúdo produzido pela página como notícias, capítulos de novels, trailers, reviews e tudo mais.

A Boys Love Brasil agora tem uma loja! Lá, você pode encontras acessórios como camisetas, canecas e almofadas do seu dorama, banda de k-pop ou anime preferidos. Se você ainda não conferiu, acesse clicando aqui.

Para acessar o site das Novels Boys Love, clique aqui.

Para acessar o nosso canal do Youtube, clique aqui.

Para nos seguir no Instagram, procure por: @boyslovebrasill ou clique aqui.

Para nos seguir no Facebook, procure por: Boys Love Brasil ou clique aqui.

Para nos seguir no Twitter, procure por: @bloversbrasil ou clique aqui.

Para nos seguir no Telegram, procure por: Boys Love Brasil ou clique aqui.

Compartilhar esta publicação

Comentários (1)

  • Avatar
    a.gabriel Resposta

    Rostinhos conhecidos. ? Parece ser forte demais para assistir sem está em um dia forte. Obrigada pela resenha.

    02/07/2020 at 11:24
  • Avatar
    Rafaela Resposta

    Seria fantástico se tivesse a legenda liberada para nós.
    Parece ser fantástico

    02/07/2020 at 16:28
  • Avatar
    John Almeida Resposta

    Muito profunda a análise da obra e cu uma boa escrita também. Parabéns, Maria Madalena!! Acho que vou procurar pra ver. Primeiro xeu terminar minha “Empire”. Quero Jamal se esfregando cu aquele maxu l gostoso.

    02/07/2020 at 16:58
  • Emiliano Silva
    Emiliano Silva Resposta

    mais um pra lista

    02/07/2020 at 17:24
  • Avatar
    Ana Resposta

    Obrigada pela resenha …

    02/07/2020 at 18:20
  • Avatar
    camila v. Resposta

    Bem que eu me lembrava do Day (Why R U) de algum lugar. Uau, foi uma resenha a altura da qualidade do dorama, tornou Roop Thong ainda mais atrativo, é tão pouco comentado que até parece um surto coletivo.

    02/07/2020 at 19:49

Comente e deixe a gente Feliz


%d blogueiros gostam disto:
Optimized with PageSpeed Ninja