Primeira Pride House no Japão!

Primeira Pride House no Japão!

Olha quem apareceu aqui novamente! Isso mesmo, euzinho, o Mumu! Dessa vez, eu trouxe uma grande notícia para a comunidade LGBTQIA+! A PRIMEIRA Pride House foi INAUGURADA em Tóquio, no Domingo (11) – Dia internacional da saída do armário!! -.

Isso mesmo que você está lendo! Não é um teste! O Japão, um dos países integrantes do G7 – Grupo com 7 países mais industrializados do mundo, compostos por: Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Reino Unido e o próprio Japão – e que não reconhece o casamento homoafetivo, inaugurou no domingo dia 11/10/2020 a sua primeira Pride House para as Olimpíadas de 2021, – prorrogada por conta do COVID-19 – a ideia é aproveitar a tradição olímpica da criação para orientar e conscientizar a sua população sobre a diversidade LGBTQIA+.

Mas Mumu, o que é a Pride House?

O projeto de conscientização sobre os direitos LGBTQIA+, surgiu em Vancouver, Canadá em 2010, com o intuito de receber e acolher atletas, fãs e aliados à causa enquanto durarem os grandes eventos olímpicos. Este espaço é construído para que os visitantes assistam, interajam e, além de aprenderem sobre a minoria nos esportes e sobre a homofobia nos esportes, criam laços com os esportes.

A Organização possui uma grande gama de construções desde a sua primeira criação, tendo inclusive construído uma nas Olimpíadas do Rio em 2016. Todas as suas construções foram aprovadas em quase todas as Olimpíadas que ocorreram no mundo, desde 2010 – exceto apenas em Sochi, Rússia, por motivos religiosos conservadores – alocando os aliados e inclusos na sigla da diversidade, ensinando e fornecendo estadia enquanto duraram os esportes.

Com a ideia de acolher pessoas que constantemente sofrem represálias por suas orientações e identidade de gênero, para que possam aproveitar, orientando os aliados a aprenderem e conhecerem mais sobre a diversidade no mundo e no esporte e, sobre a homofobia desenvolvida neste âmbito, seja por estereótipos, preconceito, etc. Assim, conectando pessoas de outras culturas e histórias, ensinando-os a ter empatia, respeito para com a minoria e a compartilhar gostos em comum.

Logo da Organização Pride House (2012)

Em uma entrevista com a AFP – Agence Frence-Presse, postada no The Japan Times, Gon Matsunaka – fundador e presidente da Pride House em Tóquio, Japão -, ele diz em como o projeto visa ser permanente mesmo após as Olimpíadas em 2021, para que as pessoas continuem sendo orientadas, ensinadas sobre a causa LGBTQIA+ e sirva também como refúgio para aqueles que foram vítimas de assédio ou preconceito.

Gon Matsunaka por Philip Fong / AFP

Como eu havia dito no início da matéria, o Japão – mesmo possuindo algumas proteções para minorias sexuais -, é o único país pertencente ao G7 que não reconhece o casamento homoafetivo. Isso é relatado por casais que dizem é difícil até mesmo para alugar um apartamento e ainda são barrados para visitas em hospitais.

Vale ressaltar que esta será a primeira Pride House a obter apoio do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Segundo ativistas, esses problemas servem para mostrar que, locais como a Pride House, acompanhada por organizadores das olimpíadas de Tóquio, são necessárias.

“O Japão, não apenas nos esportes, mas como sociedade ao todo – incluindo escolas e áreas de trabalho – não é acolhedor ao público LGBTQIA+, o que torna difícil sair do armário”, disse o presidente e fundador da Pride House Tóquio, Gon Matsunaka à AFP.
Embora criada apenas por conta da Tradição Olímpica, o projeto foi oficialmente nomeado como “Pride House Tokyo Legacy” e ativistas da causa almejam que essa influência estenda-se para além dos jogos.

Foto por Philip Fong / AFP

O espaço, “será um marco que poderá mudar a visão para com as pessoas LGBTQIA+ na sociedade japonesa,” disse Matsunaka.

Alguns grupos locais, empresas e universidades no Japão recentemente começaram a dar pequenos passos, adequando suas regras para proporcionar proteção à minorias da causa. Em algumas cidades e distritos locais, reconhecem o relacionamento homoafetivo, empresas e universidades, inclusive, possuem proteções específicas quanto a discriminação.

“A sociedade mudou muito com o crescimento de novos aliados (à causa),” disse Fumino Sugiyama, um dos apoiadores da causa LGBTQIA+ e um dos fundadores da Pride House. Fumino é um homem trans, que participou da equipe nacional de Esgrima feminina, antes de se descobrir como Homem Trans.

“Mas, há ainda um problema fundamental, os direitos da comunidade LGBTQIA+ não estão na lei, como por exemplo, o direito de se casar.” Completou. 

O rapaz também relatou que, “enquanto estava na esgrima, era completamente impensável sair do armário naquela época, pois a comunidade esportista era particularmente homofóbica.”

“Enfrentei o dilema entre permanecer no esporte que eu amo, sem ser eu mesmo, ou, ser eu mesmo e parar com a esgrima,” disse o militante de 39 anos.

Não há estigma algum contra a homossexualidade nas religiões do Japão e, graças a isso, algumas celebridades e personalidades da TV, são abertamente gays.

Foto por Philip Fong / AFP

Ativistas promoveram provocações legais recentemente com o intuito de expansões nos direitos para a comunidade, inclusive processos judiciais lançados ano passado ao governo por descriminação, ao não reconhecerem uniões homoafetivas. 

Mas, sem sucesso. Tanto que, em 2019, a Suprema Corte do país, validou uma lei sobre alteração de identidade de gênero, dentro dos requerimentos para a aprovação da solicitação, a pessoa não pode ter a capacidade de reprodução, o que acaba por forçar algumas ao processo de esterilização.

Sugiyama disse que a permanência da Pride House, na cidade de Shinjuku, é importante, pois, “pessoas LGBTQIA+ constantemente enfrentam problemas, grandes e pequenos, a cada hora, todos os dias.”

Vou deixar esse vídeo (com legendas em inglês, apenas) do canal oficial deles, no youtube, com as mensagens de apoio dos fundadores e dos aliados à comunidade!

Bom, meus amores, vou ficando por aqui com essa matéria que tem um misto de alegria com os pequenos avanços do país e com um pouco de frustração com a lentidão que isso vem acontecendo. Entretanto, qualquer passo é uma vitória, não!?

Caso você saiba um pouco de inglês, é só clicar aqui, para ir direto à reportagem original, feita pela AFP e postada no The Japan Times. Caso queira conhecer o site da Pride House Tóquio, é só clicar aqui (também em inglês). Eles também possuem Instagram, Facebook e Twitter!

Vejo vocês na próxima, meus amores! Comam água e bebam frutas! Mumu ama vocês! <3

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