Parasite

Parasite

Olá bombons de licor, tudo bem com vocês?

Hoje nós vamos falar de, Parasite.

Parasita é um filme sul-coreano de thriller, drama e comédia, dirigido por Bong Joon-ho. Lançado em 2019, o filme fez um enorme sucesso internacional depois da sua exibição no “Festival de Cinema de Cannes”, onde venceu a Palma de Ouro.

No ano seguinte, Parasita foi o grande vencedor do Oscar 2020, premiado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro.

Sendo também a primeira vez que uma produção que não é falada na língua inglesa venceu a premiação de “Melhor Filme”, fazendo história e abrindo portas para demais produções.

Sinopse: Em Parasita, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

Teaser

Ficha técnica

Título original: 기생충
Tradução inglesa: Parasite
Ano de produção:2019
País de origem:Coréia do Sul
Diretor: Bong Joon-ho
Gênero: Thriller, Drama e comédia
Lançamento: Maio de 2019
No Brasil: Novembro de 2019
Duração: 132 minutos
Premiações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme Internacional

  • O TEXTO A SEGUIR PODE CONTER SPOILERS *

O filme se inicia com a imagem de meias secando perto da pequena janela da casa de Ki-Taek, ele e sua família moram em uma espécie de porão, ou andar intermediário, em uma zona perigosa da cidade. Um lugar estreito, com cômodos apertados e da de cara para o local onde os moradores de rua costumam urinar. Nem um pouco confortável.

Essa é a vida da família Kim, Ki-taek e Chung-sook vivem com o filho Ki-woo e a filha Ki-jeong. Para sobreviver, os quatro dobram caixas que vendem para uma pizzaria local.

Min-hyuk é amigo de Ki-woo, quando ele vai para o exterior dar continuidade aos seus estudos, indica o amigo Hyuk para o trabalho de tutor de uma adolescente rica. Mesmo não tendo os estudos necessários, ele e sua irmã forjam a documentação e com isso o jovem se apresenta para entrevista de emprego.

A vaga de Tutor que Ki-woo almeja é para família Park.

Os burgueses, digo … Os Park, vivem no meio do luxo. Dong-ik é CEO de uma empresa de informática e Yeon-gyo, a esposa, divide as atenções entre os filhos, Da-hye e Da-song. Os quatro membros da família habitam a casa espaçosa, projetada por um famoso arquiteto.

A jovem, Da-hye, demonstra interesse imediato pelo novo tutor, chegando até a desenvolver um pequeno romance com o mesmo. Rapidamente Ki-woo é contratado, a mãe e a filha foram conquistadas pelo impostor.

A madame (Yeon-gyo) no mesmo dia menciona que está procurando uma professora de arte para o filho caçula, que é bem agitado. Aproveitando a oportunidade Ki-woo conta que tem uma amiga que estudou com seu primo, acabou de voltar dos Estados Unidos, onde estudou Belas Artes. E é assim que a irmã mais nova da família Kim, Ki-jeong, começa a trabalhar para os Park. Como professora de artes do caçula da família, Ki-jeong é muito articulada, então além de conseguir o emprego, também faz a madame ceder um honorário a mais, pois ela implanta um método de arte terapia.

Os dois irmãos encontram formas de fazer com que o motorista e a governanta sejam demitidos e os seus pais sejam contratados, para as funções. Sem que os Park percebam, os Kim começam a ocupar cada vez mais espaço. Quando se percebe, todos da família estão trabalhando na casa – fingindo não se conhecerem – e usufruindo dos bens da família rica, como um parasita. Os dois núcleos (Park e Kim) são como opostos idênticos – pai, mãe, filha e filho – como o reflexo de um espelho.

Quando os donos da casa estão fora em um acampamento, a família Kim aproveitava cada canto e bens da mansão, mas são interrompidos pela antiga governanta, Gook Moon-gwang, que aparece de surpresa e insiste em pegar algo que deixou no porão. É assim que os Kim descobrem que a mansão possui um bunker onde a antiga funcionária escondeu seu marido por mais de quatro anos, endividado e procurado por agiotas, escondê-lo foi a única forma que a esposa viu de proteger seu marido.

O casal e a família acabam lutando para assegurar o seu lugar na mansão, na verdade os dois empenhavam papéis de “parasita” quanto a família Park, cada qual ao seu modo.

Enquanto isso, os Park estão de volta, uma chuva intensa atrapalhou o acampamento, e os Kim precisam amarrar Gook Moon-gwang e Geun-sae, o marido, no bunker. A antiga empregada bate com a cabeça e acaba morrendo na frente do esposo.

Os Kim tem que se esconder por um longo período na casa durante a presença dos patrões, e por pouco não foram pegos no “flagra”.

Nessa noite, como dito anteriormente, acontece uma grande tempestade e quando os Kim regressam ao seu bairro, percebem que as ruas estão totalmente alagadas. Quando entram no apartamento, notam que está cheio de água até o teto, sua residência foi destruída por completo. Deste modo, eles têm que dormir num local público, com o resto dos desalojados, e vestir roupas doadas.

Na manhã seguinte, os Kim precisam ignorar a situação pela qual estão passando ir trabalhar na mansão, pois vai acontecer a festa de aniversário do filho, Da-song.

Para proteger a família, Ki-woo desceu até ao bunker para tentar se livrar dos reféns mas é agredido por Geun-sae que consegue se libertar. – Sim, eu chorei pensando que ele tinha morrido.

Depois de anos trancado, o homem surge com uma faca e interrompe a festa, aterrorizando todos. Primeiro esfaqueia Ki-jeong na frente dos seus pais. Depois parte para cima de Dong-ik, o dono da casa, que reage com nojo do seu cheiro.

Depois de ver a filha morrendo, Ki-taek consegue pegar a faca, mas o que faz surpreende. Em vez de atacar o assassino, ele entra em surto – ou é movido por uma raiva acumulada – e acaba matando o patrão, em frente a todos. Naquele momento, Kim estava descontando todo o ódio que ele tinha dos ricos no Sr. Park. O seu chefe não é culpado pela desigualdade social e pelas diferenças de classes, mas ele estava representando tudo aquilo para Kim naquele momento.

Como precisa de um lugar para se esconder, o homem acaba correndo para dentro do bunker. A família Kim é julgada e condenada, os Park vendem a mansão e o patriarca da família Kim permanece clandestino na casa. Para combater a solidão, ele tenta se comunicar em código morse com o filho, piscando as luzes todas as noites, na esperança que um dia o filho conseguisse receber a mensagem, e comunicar a mãe que ele estava bem.

Nesta parte final nos vemos um monólogo do pai, e do filho. E o longa mostra que ele estudou, ficou rico e acabou comprando a casa para se reencontrar com seu pai, conseguindo o ‘libertar’.

Contudo aquilo nada mais é do que mais um plano, que nunca aconteceu e provavelmente nunca vai acontecer. Uma das principais críticas do filme é sobre essa “meritocracia” que muitas pessoas acreditam. Durante todo o longa vemos que a família Kim era muito inteligente, mas mesmo assim ficavam brigando pelas migalhas dos ricos e com dificuldade de conseguir um emprego.

O que ressalta pontos infelizes da sociedade capitalista em que vivemos não oferece as mesmas oportunidades para todos. Claro que temos exceções, mas como já está bem explícito, são raras.

O diretor comentou sobre o filme, e o por quê dele ressoar tanto “todos os personagens vivem em uma área cinzenta. A família pobre comete erros, mas é adorável, ​​e a família (rica) é mesquinha, mas amigável ao mesmo tempo. Não há vilões”

A direção de Joon-Ho Bong é maravilhosa no sentido de que ele consegue abordar a história de uma forma magnífica, utilizando metáforas e um humor “macabro” mas de uma forma que o público consegue entender logo de cara. Não muito complexo, para que o público consiga captar facilmente o que ele deseja passar.

Já a fotografia consegue muito bem trazer esse contraste de “Pobres X Ricos”. Utilizando de lugares mais escuros e de câmeras mais próximas quando mostrada a pobreza e de lugares mais luminosos e com as câmeras mais afastadas para mostrar a grandeza quando se fala da riqueza.

Parasita é um filme repleto de críticas sociais. Além disso, o diretor Bong Joon-ho aumenta as doses de humor, algumas cenas são hilárias e conseguem, aumentar ainda mais os sentimentos de incômodos gerados pelas relações de poder e riqueza.

Bom meus bombons de licor, esse é um filme FENOMENAL eu sou completamente apaixonada, e não tenho palavras para dizer o quanto eu fiquei admirada com tudo que vi ali, depois de assistir creio que todos ficamos alguns minutos atônitos, eu mesma fiquei uns cinco minutos olhando para o celular quanto o filme terminou. Incrível, brilhante e necessário. Que filme!

Bom meus bombons por é só, beijos e até a próxima.

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