O que você comeu ontem?

O que você comeu ontem?

Oi, pessoal, tudo bem com vocês? Hoje trago para vocês uma resenha bem gostosa de ler, já que o dorama literalmente traz uma gama de pratos que são aparentemente muito saborosos! Como assim? Refiro-me ao J-Drama lançado recentemente, “What Did You Eat Yesterday?”. 

A obra é uma adaptação do mangá, que leva o mesmo nome, da autora Fumi Yoshinaga, publicado em 2007 e conta com 14 volumes.

Basicamente, a série conta a vida de Kakei Shirou (vulgo Shiro-san) e Yabuki Kenji. Este é um cabeleireiro muito amigável, engraçado e ciumento; enquanto aquele é um advogado discreto, fofo e muito educado. O dorama aborda, passo-a-passo, como os dois protagonistas se conheceram, as adversidades de um relacionamento homoafetivo japonês, principalmente por se tratar de um casal quarentão, tudo isso recheado de muita comicidade e comidas deliciosas. 

Minhas primeiras impressões

Sendo sincero com vocês, eu não me recordo quando foi que assisti ao primeiro episódio do dorama, todavia a abertura me marcou muito, tudo nela era diferente, singelo, mas ímpar. Eu tenho certeza que se você já viu ou quando vê-la, há de concordar comigo. 

https://www.youtube.com/watch?v=6OVnlcgexZg

Bom, além da introdução, tenho a convicção de que o elemento que mais me chamou a atenção no J-Drama foi o fato dele abordar, em todos os episódios, a temática alimentação, corroborada pelo próprio título. Eu fico até hoje impressionado com a fome que sentia todas as vezes que o Shiro-san começava a cozinhar, ele explicando (mentalmente) a receita, os ingredientes necessários, os procedimentos até o gran finale: Itadakimatsu! (Hora de comer) 

Então, como eu percebi que sentia fome quando via o bendito dorama, eu fui esperto (HA!). Eu comecei a assistir apenas enquanto comia algo, -café, almoço, lanche, jantar, etc. Sou uma pessoa muito inteligente, não? 

A parte mais legal de assistir uma série oriental é o choque cultural, não sou um masterchef, mas sei me virar, por exemplo, sei fazer macarrão (não é miojo, tá?), arroz etc… 

Falo isso, porque enquanto o Kakei fazia aqueles pratos maravilhosos, eu tentava acompanhar o raciocínio, observando os temperos, a sequência que ele colocava. É muito diferente da gente, óbvio, mas também é muito interessante. (Estou ficando com fome, aaaa). Lembro até de uma noite em que minha avó tinha feito frango ou algo parecido e, então, inventei de comer com hashi (eu consegui, mas é muito difícil!!). 

Como é bom falar de comida, ó céus!

Bom, seguindo em direção ao segundo tópico da nossa conversa, é muito bonito o jeito como o nosso Shiro-san cuida do Kenji e, como este fica todo alegre quando ele diz “vá lavar as mãos, o jantar está pronto!”, eu me identifico demais quando minha mãe/vó diz isso. Enfim, a maneira como o nosso advogado cuida da alimentação do seu parceiro é uma coisa admirável, já que cozinhar também é uma forma de amor, digo, de manifestá-lo, não? Ainda mais para a pessoa amada.

Relacionamento gay aos 40

Falando em doramas japoneses, eu acho que essa foi a primeira vez que assisti um em que os protagonistas, na verdade, quase todo o elenco é composto por pessoas adultas, não sei vocês, leitores, mas eu estava acostumado a romances agridoces escolares etc.

De qualquer maneira, a idade dos atores não fez com que a obra perdesse qualidade. Na verdade, acredito ter sido feita sob medida, porque abordou questões bastante delicadas como: relacionamento homoafetivo, aceitação, ciúmes, confiança e família. Mesmo que seja um dorama japonês e que haja gritantes diferenças culturais com a nossa cultura, algumas coisas são, digamos, universais.

Em qualquer país, por exemplo, assumir um relacionamento que não seja hétero é complicado em todos os aspectos. São necessárias muitas etapas, como a disponibilidade do casal para enfrentar críticas e, infelizmente, a violência e desfecho de outros relacionamentos (“amizades” e laços familiares). Dessa forma, é indiscutível a importância da família e amigos.

Na série, pelo menos pela parte de Kenji, percebe-se que este tem sua vida sexual bem resolvida, seus colegas de trabalho o respeitam e sua família também; já o nosso Kakei também tem a ciência da sua orientação sexual, mas pelo fato de ser um advogado ou por receio da opinião dos outros, ficou durante quase todo o drama “dentro do armário”.

Aliás, esse é um dos pontos-chave da obra: o processo de “auto-aceitação” da personagem e como ele fará para contar ao seus pais. Além disso, há, em vários momentos, a opinião de ambos sobre ser gay aos 40 anos, principalmente por parte do Kakei, que nesse aspecto é mais racional do que Kenji. Racional no sentido de não romantizar muito as coisas.

Outrossim, eu quase chorei quando o Kenji disse: “Obrigado por tudo, Shiro-san, obrigado por realizar o meu sonho de conhecer os pais do meu namorado.” Kenji, você é um fofo!!

Acho que não é necessário e nem viável discorrer mais sobre as mazelas do relacionamento desses dois, mas acredito ser cabível comentar um pouco sobre a cultura japonesa…

Na obra, pode-se perceber que aquele traço cultural japonês em que os filhos cuidam de seus pais ainda é cultivado e, na minha opinião, acho muito bonito e gratificante, inclusive gostaria muito de saber aqui a opinião do leitor sobre essa questão. Também vislumbra-se a cultura da moderação (talvez pelo fato das personagens serem mais maduras), em que por exemplo, o Kakei sempre tenta economizar com as despesas, aproveitando as promoções do mercadinho e dividindo com a sua vizinha quando necessário, entre outros exemplos.

O último exemplo que reparei foi na questão da “necessidade de um casamento e perpetuação da família”. Na verdade, seja aqui no Brasil ou lá na Terra do sol nascente, a maioria dos pais querem sim que seus filhos casem e gerem netos para eles, (infelizmente não estou errado, estou?) mas, em “What Did You Eat Yesterday” pelo fato de ser japonês, isto é, um país marcado por tradições e rigores mais formais, tal questão pesa mais e pode ser traduzida quando o Kakei percebe que seus pais recebem com frequência crianças para se distraírem, uma vez que sabem que seu filho é gay e não daria essa “felicidade para eles”. Ou então quando Kenji fica sabendo que o seu chefe está traindo sua mulher. 

Enfim, durante todo o drama somos bombardeados com os costumes e pensamentos dos japoneses, um cultura que é mais comedida, mais tradicional. De maneira alguma, estou criticando, pois pelo fato de ser singular é que eu tenho apreço, mas também não é por isso que deixemos de comentar a respeito. 

Tá, mas vale a pena assistir?

Olha, leitor, o dorama, na minha opinião, é bom e como disse antes, ímpar. É um BL, mas lá não encontrará nenhuma cena quente, nem um beijo sequer, pasmem! Haha. Ele é fofo, fala sobre questões bem interessantes e também se você gosta de cozinhar, é um bom “programa de culinária”.

Brincadeiras à parte, é um J-Drama leve e serve como uma válvula de escape para dias estressantes ou então tediosos. Além disso, se você curte a cultura japonesa, é perfeito. Acho que meus adjetivos para descrevê-lo acabaram. Espero que tenha gostado desta resenha e, se possível, comente, sua opinião é sempre bem vinda. Fico por aqui, um grande beijo e aquele abraço!

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