Mais que se montar: a arte Drag Queen!

Mais que se montar: a arte Drag Queen!

Olá meus bombons de licor, tudo bem com vocês?

Hoje nós vamos falar um pouquinho mais sobre a história da arte “Drag Queen”, de onde surgiu esse termo e mais algumas curiosidades sobre o tema!

“Drag queen”, de acordo com a definição no nosso antigo amigo dicionário, é definida por: homem que se veste de mulher, usando roupas exóticas e maquiagem carregada, como diversão ou a trabalho.

Drag vem do verbo em inglês “to drag”, que significa arrastar em português e se refere ao fato de que as longas roupas femininas arrastavam pelos palcos, visto que antigamente as mulheres não podia atuar, então os homens cobriam esses papéis. E foi assim durante um longo tempo!

Drag se tornou um termo associado a homens vestidos de mulher. Quando esta arte foi aperfeiçoada pela comunidade gay no século 20, o queen foi adicionado a seu lado e desde então ficou assim. Mas como foi o desenvolvimento deste? Vamos descobrir!

Homens vestidos “de mulher” são ações bem comuns através dos séculos, desde a civilização grega até os dias atuais.

Na Grécia antiga, nascia o teatro, tomavam forma e nasciam atores e personagens. Na época, somente homens podiam interpretar e com isso as personagens femininas eram vividas por homens vestidos como mulheres.

Passado um pouquinho mais de tempo, a história não mudou muito. Nas histórias do famoso autor inglês Shakespeare, homens e adolescentes interpretavam as belas jovens de suas histórias.

Já no início do século 18, as mulheres começaram a ganhar mais espaço nas produções teatrais, por isso vestir-se de mulher para interpretação passou a ser por motivos cômicos e para sátiras. Os homens que se vestiam de mulheres passaram a integrar as peças como uma categoria diferente de atores. Maquiagem exagerada, vestimentas parodiando o estilo da alta sociedade e um humor afiado fizeram esta figura comum para o público e sucesso de crítica.

Na Ásia, em países como Japão, Indonésia e Índia, o teatro era considerado uma arte a ser passada de geração para geração e somente homens eram incentivados à prática. Os personagens femininos também ficavam a cargo deles. No tradicional Kabuki japonês as mulheres chegaram a ser banidas durante um grande período por estarem associadas à prostituição.

Já no início do século XX, a cultura pop surgiu nas grandes metrópoles como Europa e EUA e com ela uma abertura maior em relação a comunidade gay. Apesar disso, os bares gays existiam apenas nas áreas periféricas das cidades.

Nestes clubes que as Drags achavam espaço para se “montar” e fazer apresentações que remetiam aos ícones do cinema e da música da época.

Desde então as drags viraram símbolo da luta pelos direitos LGBTQIA+, a arte começou a ficar mais alinhada com a comunidade LGBT, principalmente por conta dos “drag balls” que eram festas gigantes nas quais a maioria dos homens ia vestida de mulher. Ao longo da década esses eventos ganharam mais e mais atenção e mais espaço nas cidades!

Já para os mais leigos no assunto, aposto que Mama Ru te apresentou a arte Drag Queen certo?

Uma competição de drag televisionada chamada RuPaul’s Drags Race é um dos programas mais bem sucedidos na rede de televisão estadunidense. Em 2016, RuPaul’s Drags Race ganhou um prêmio Emmy para “Apresentador Excepcional para um Reality ou Reality-Programa de Competição”, levando a “palavra drag” a mais pessoas. Esta tem sido uma boa forma de divulgação e expansão da arte mundo afora.

Bom, por hoje é só. Eu espero que vocês tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre essa belíssima arte. Beijos e até a próxima!

Fontes: G1 e Fashion Bubbles

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