Homofobia em Why R U??

Homofobia em Why R U??

No décimo primeiro episódio do dorama tailandês “Why R U?” tivemos a aparição inusitada e triste do pai de Fighter enquanto os dois pombinhos amorosos estavam estudando no quarto. Quer dizer, deveriam estar estudando, mas sabem como é começo de relacionamento, né? Tudo é desculpa para uma bitoquinhas e outras coisas mais.

Mas acontece que o momento escolhido parece que não foi um dos melhores, quando as coisas começaram a esquentar (na verdade nem deu tempo), o pai de P’Fight entrou no quarto e viu o método de ensino de Tutor. Bem, nem preciso dizer que os dois ficaram super sem graça e assustados com a aparição.

A desculpa dada pelo pai foi a de que “ouvi um barulho estranho”, mas convenhamos que o pai já estava desconfiado dessas aulas de “tutoria” há tempos.

A grande questão é a seguinte: qual é o verdadeiro motivo para o homem não aprovar o relacionamento entre seu filho e Tutor?

Há muitas hipóteses, mas não podemos descartar, infelizmente, a pior delas: a Homofobia.

Na verdade, desde o episódio 6 ou 7, aquele em que ele diz para o Fighter não ficar brigado com a Hwa, já que o bom relacionamento (e uma eventual união) entre os dois seria algo favorável para ambas as famílias. Venho taxando o pai como um interesseiro

Contudo, não podemos esquecer que eles também são ricos e que se não estou enganado, o pai também está em um relacionamento com a mãe da Hwa, então, penso: pra que a ganância de querer que ambos entrem para a família da menina?

Pode ser sim que haja o interesse financeiro, mas acho muito pouco a ponto do pai pedir ao Tutor que se afaste de seu filho, caso ele realmente o ama.  

Acho tão engraçado e irônico essa questão de casamentos arranjados, sonhos projetados nos filhos virem sempre à tona não só nos dramas BL, mas em héteros também, na verdade acho que me expressei mal, considero essa situação triste e muito tradicionalista. 

Claro que a parte cultural não pode ser desprezada, mas é no mínimo intrigante o fato de em uma região tão desenvolvida tecnologicamente possa carregar junto culturas arcaicas. Não estou chamando a cultura e a tradição oriental de toscas, mas sim o fato de não “atualizarem” os moldes para o século que vivemos.

Ok, voltando para o drama. Após a conversa de P’Ken com o homem, ainda que ele não tenha dito nada com teor “ofensivo” ou algo similar. A mensagem que deixou subentendida foi a de que ele tem algo contra casais que “destoam da norma” e isso deve ter incomodado grande parte dos telespectadores.

Enfim, a discussão que gostaria de levantar com vocês é a seguinte: vocês acham o pai do Fighter homofóbico ou não? Se manifestem. 

Eu por exemplo acho muito curiosa essa implicância com o relacionamento de seu filho com o Tutor, mas acho cedo para taxá-lo como homofóbico, sinto que há algo a mais por trás dessa história e, para mim que não li a novel fica mais difícil ainda opinar, porém como já ressaltei, acho que há outros fatores mais “decisivos” do que efetivamente ódio aos gays. 

E, como já foi captado ao longo da matéria a posição aparentemente homofóbica apontada desperta vários pensamentos e interpretações que são culturais devido ao processo de um costume social “jurássico” pelo controle da vida e submissão ao que seria “o ideal familiar “, costume este também encontrado fortemente nas relações arranjadas no Oriente Médio.

No entanto, podemos observar que a intromissão leviana do pai de Fighter gira no aspecto econômico, pois seu discurso de querer o melhor em sentido familiar para seu filho não se sustenta, pela falta de competência moral e social que ele exerce num papel extremamente velado de bom pai, regrando a vida do filho.

A incompetência paterna presente no capítulo em dimensão social só mostra que o tradicionalismo oriental tem vertentes que segregam a liberdade da vida pessoal de um ente que compõe uma família, neste caso de Fight, num ambiente rico e altamente tóxico que gira pela vontade um tanto interesseira e controladora de seu pai, que é o típico controlar de filhos, que após ter fracassado em sua relação como pessoa, infringe seu desejo de felicidade em seu filho, construindo um ato violento à intimidade do mesmo.

Não me surpreenderia, se ele o criticasse no sentido de colocá-lo em seu devido lugar e impor limites, que é uma das recomendações dadas quando numa relação familiar contém o teor de toxidade exacerbada pelos pais, que refletem à dimensão de seus fracassos como pessoas e seu descontrole como orientadores de seus filhos ao verem que economicamente, no caso do pai de Fight, irão ser prejudicados, coisa que na minha opinião não se sustenta, pois é aparente que na dimensão financeira, o pai de Tutor não carece de adição pela mãe de Hwa. 

É interessante analisar que não cabe aos pais decidirem o que os filhos devem ou não gostar, bem como seus caminhos profissionais, apesar de não ser pai, não é necessário vivenciar na prática algo que já foi sofrido inúmeras vezes na vida real, pois antes de existir um genitor, existe um filho que recebe todas as pressões familiares que em sua maioria são negativas, humilhantes e que acabam principalmente com a auto-estima e o senso de limitar a atuação daqueles genitores na sua vida.

E que deveriam fazer totalmente o contrário, mostrar aos filhos que as formas de relações são as mais diversas e deveriam quebrar tabus, porém noto que a cultura da obediência e submissão principalmente no meio social oriental de maneira geral não é mudada, certamente por acharem o costume de controlar a vida do outro seja algo normal.

No entanto, caso o pai realmente seja homofóbico, seria uma questão bastante interessante no sentido de que mostra um pouco de como acontece, infelizmente, na vida real. É claro que sabemos que os BLS jamais retratam o segmento LGBT na realidade. Inclusive, essa é uma das questões que podem ser levantadas. 

Por exemplo, quando um filme ou uma temporada de um BL qualquer não termina bem, digo, quando o casal não termina junto e feliz, todo mundo (ou quase) diz que a obra é ruim, o que ao meu ver é ignorância, ainda que muitos sustentem  o argumento de que “a realidade é cruel demais, vejo doramas para fugir da realidade”. 

Bom, de certa forma, todo mundo começa algo pensando nisso, mas você já parou pra pensar que se sempre for assim, se toda obra sustentar a Alície que habita dentro de nós, poderemos estar construindo uma bolha resistente demais? Pensem sobre isso!

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