Hino Lésbico dos anos 2000

Hino Lésbico dos anos 2000

Olá pessoal, hoje, com mais uma matéria para comemorar o Mês do Orgulho, iremos conversar um pouquinho sobre a letra L da famosa sigla LGBTQIA+ e seu grande hino pop da virada do século. Sim, estou falando sobre “All the Things She Said” da dupla russa t.A.T.u.! 

O clipe, que mostra duas meninas vestidas com uniformes escolares similares aos de países asiáticos, como o Japão, definitivamente causou um impacto bastante ambivalente no recém milênio que se inaugurava, ao mostrar duas adolescentes atrás de grades, sugerindo estarem isoladas pelo preconceito do mundo exterior.

Debaixo de chuva, as garotas cantam e são observadas por pessoas do outro lado do arame farpado com olhares pesados e de julgamento. 

As duas estudantes têm apenas uma a outra para se amparem e isso é algo interessante, entre carícias e beijos, a letra da música sugere que ambas estão apaixonadas e pensando no que “ela disse”, e essas “coisas não saem da cabeça” e mesmo “quando eles param e encaram”, elas não se preocupam.

Até que uma hora elas recorrem aos pais. Uma delas diz: “Mãe, olhe para mim/ Me diga: O que você vê?/ Sim, eu perdi minha cabeça”, a outra: “Pai, olhe para mim/Algum dia serei livre?/Será que eu passei do limite?”

E depois de tanto procurar por uma solução, elas encontram uma saída, e de mãos dadas seguem seu caminho, na direção oposta àquelas pessoas que condenavam o seu amor. 

Confira o vídeo com legenda a seguir:

História 

A versão mais popularizada da música está em inglês, publicada em 2002, sendo a original, em russo, lançada dois anos antes e denominada “Ya Soshla Suma”.

A dupla é formada por Julia Vôlkova, que na época tinha 16 anos, e Lena Katina, de 17 anos. Quando estrearam, alcançaram o primeiro lugar nas paradas britânicas por 15 semanas, alcançando Top #1 por uma semana inteira. Nos EUA, também conquistaram o Top 20 da Billiboard. 

Imagem: Reprodução

Revelada anos depois, a dupla russa que chegou a se beijar em clipes e trocar declarações de amor, na verdade nunca tiveram experiências homossexuais. Mas, essa receita funcionou, já que seu cachê, segundo o site Russia Beyond, por show no Japão chegou a meio milhão de reais. 

Após muitas turnês, em 2009, a dupla russa foi desfeita e muito disso se deve à exaustão uma da outra, além disso, ambas seguiram carreiras solo e também tiveram alguns contratempos como Vôlkova que descobriu a existência de um câncer de tireóide que precisava de cirurgia. Após o procedimento, precisou se tratar por mais de três anos e ficou um mês sem poder emitir qualquer som.

Imagem: Reprodução

Consideradas ícones LGBT por todo o mundo, já que de certa forma serviram de inspiração para muitas pessoas assumirem a sexualidade, hoje as artistas trilharam caminhos diferentes e de maneiras próprias

Em uma entrevista, Vôlkova disse: “Parece que lésbicas são uma visão estética muito melhor que dois homens de mãos dadas ou se beijando. Quero dizer que não sou contra os gays, só quero que meu filho seja um homem de verdade, não uma bicha”.

Enquanto Katina postou em sua rede social: “Posso dizer uma coisa: Deus está nos ensinando a viver no amor, a sermos tolerantes e a não julgar os outros! Amor é amor, e é um sentimento maravilhoso!”.

A Rússia, país que sediou a última Copa do Mundo e que se tornou uma das maiores potências no século passado, hoje ainda se mostra muito conservadora no quesito da tolerância à diversidade sexual, reprimindo e perseguindo membros da comunidade LGBT. Principalmente, após a tomada de poder pelos atuais governantes.

Mas, a comunidade, ainda que vista com maus olhares e rechaçada por grande parte da sociedade russa, sobrevive e a gente aguarda o dia em que tenham os seus direitos básicos garantidos pela Constituição e possam ser quem são sem medo de serem reprimidos. 

Referências

RBTH

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