HANDSOME DEVIL: Mostre quem você é, se tiver coragem

HANDSOME DEVIL: Mostre quem você é, se tiver coragem

Vamos dissertar uma linda história de amor, amizade, superação, libertação e quebra de tabus em um internato masculino.

Protagonizado pelo ator “Fionn O’Shea” como Ned, um jovem de estatura média e corpo fino, marcado por uma perda materna e tendo que lidar com um novo casamento de seu pai e outros problemas e”Nicholas Galitzine” como Connor, um rapaz alto, forte, corpo musculoso, jogador de Rugby e tímido. Ambos  foram matriculados em um colégio só de garotos.

“Fionn O’Shea”                                             ”Nicholas Galitzine” 

Ned, de todas as turbulências de sua vida, o fato pelo qual era mais perseguido é por ser gay. Na escolas sofria bastante bullying e era muito maltratado, principalmente pelo time de Rugby. Amava poesia, músicas clássicas era demasiado inteligente, mas não tinha com quem conversar e se expressar. Vivia sozinho, sem companheiro de quarto pois ninguém queria ficar com um cara gay. Entretanto, isso mudou logo após a chegada de um novo aluno.

Após um bom tempo dormindo sozinho, de repente, Ned entra no quarto e se depara com um novo companheiro. Não gostando da ideia foi logo reclamar na diretoria, lá, ficou sabendo que o novato era um jogador, como não guardava boas recordações de outros atletas e não pôde argumentar, ficou apreensivo e dividiu o quarto com um muro improvisado. Nem deu tempo de se apresentar, logo veio os jogadores dar boas vindas ao novo membro do time Conor, e essas boas vindas, se tornou uma ótima oportunidade de mais uma vez, perturbar Ned.

De início não foi fácil estabelecer um diálogo e, surpreendentemente, a música, foi essa ponte. Um professor de inglês com visões da vida bem amplas, pediu que fizessem uma redação falando de um membro da família, dando a eles a oportunidade de falarem de si mesmo em cada palavra. Para Ned, escrever um belo poema era a coisa mais fácil porém, falar sobre si mesmo na primeira pessoa, era bem complicado. Pensando que poderia enganar o professor, Ned escreveu na redação uma música de que gostava, mas a reação não foi bem a que ele imaginou, foi desmascarado no meio da aula. Curiosamente essa rebeldia foi o motivo para derrubar o muro erguido entre as dua camas do dormitório. Conor, decidiu quebrar o silêncio, comentou gostar da letra de uma canção que Ned copiou e assim, nasce uma amizade.

A princípio isso os aproxima da música, o professor até os indica para fazer uma apresentação na escola e começam a ensaiar. A amizade flui com o passar dos dias, Ned não faz muitas perguntas sobre a vida de Connor, mas o próprio se sente à vontade para falar algumas coisas apesar  que, quando ele chegou transferido do outro colégio, as fofocas rolavam soltas falando que ele brigava e arrumava muitas confusões nos outros internatos por onde passou.

Ned preferia não perguntar, todavia, notou que seu colega guardava algo do qual não queria falar, no início tinha medo, pois Conor já havia perguntado se ele era gay mesmo, devido a todos falarem. Contudo, isso não foi um empecilho para serem amigos, até a pressão dos companheiros de jogo de Conor,começar com a discriminação, para eles, jogadores não poderiam ser amigos ou andar com homossexuais e, o fato de Connor ser amigo de Ned e estar ensaiando música os incomodava.

No internato, os educadores também tinham seus mistérios, o professor de inglês não se entendia muito bem com o treinador de rugby. Mesmo com as divergências conseguiam levar adiante, pois o diretor tentava manter o máximo possível uma boa convivência, afinal, em um instituto de ensino não se deve passar para os alunos indiferenças. Mas nem sempre era assim, quando um se sentia ameaçado ou queria mostrar autoritarismo, encontrava uma forma de agir.

A amizade de Connor e Ned começou a ser balançada por causa da opinião e julgamento de outros, não só entre eles, as coisas entre os educadores começaram a desandar. Os ensaios de música com o professor Sherry, passou a ser um incômodo para o treinador de esportes Pascal. O garoto era o melhor jogador do time e segundo ele, isso estava atrapalhando os treinos de Conor. O jovem gostava das duas coisas, já estava se abrindo mais e se desenvolvendo, apesar de, os falatórios e os comentários maldosos voltar a afetá-lo, e o menino agressivo e encrenqueiro dos boatos começou a aparecer, instigado pelos companheiros de jogos em especial Weasel.

Conor estava indo bem nos jogos, entretanto, não se sentia bem por completo, ganharam um jogo de eliminatórias muito importante e, classificaram a escola para uma final aguardada há dez anos. Ned foi convidado pelo amigo para assistir esse jogo importante, mas por odiar jogos desse tipo, por ter sido sempre perseguido dos jogadores nem assistiu, saiu da escola com a torcida organizada e ao invés de ver o jogo, aproveitou e foi a cinema. Após a vitória, foram comemorar em um bar, lá estava o pai de Connor, dizia estar muito feliz pelo filho.

 O garoto já havia comentado o fato do pai gostar de beber e esse era um bom motivo, não só bebeu como incentivou o filho a beber, depois de esvaziar muitos copos, o diálogo entre pai e filho ficou estranho, os elogios antes feitos perderam o valor quando o pai o comparava com um Connor passado, não amava o filho como ele era e não se importava com o que ele sentia.

 Ao sair do bar Connor desviou o caminho da escola para outro lugar para procurar uma diversão da qual gostava mais. Foi visto por Ned que também voltava e o seguiu, querendo alcançar o amigo, o viu entrando em um local, mas ao tentar entrar também, foi barrado. Ned perguntou ao guarda na porta que explicou ser uma boate gay e como ele era menor de idade não poderia entrar, Connor era mais velho, por isso passou. O mais novo ficou surpreso e pensativo sobre o comportamento do amigo.

Os ensaios de Ned e Connor, eram para uma apresentação na escola, um se apoiava no outro, para conseguirem tocar e cantar, todavia, Conor não apareceu e Ned ficou ficou decepcionado, não só por causa da vergonha em público, por não receber nem um explicação e quando foi procurá-lo, foi humilhado e maltratado pelo jogadores mais uma vez. Muitas coisas passaram pela cabeça de Ned, ele já tinha chegado a conclusão quê, motivo de Conor ser fechado e ter um fama agressiva era devido ao fato do mesmo ser gay e com isso, brigava muito por causa do preconceito e por medo de se aceitar. Assim, acabava se machucando e machucando os outros a seu redor.

As coisas não andavam bem nas escola e nem entre os dois amigos, estavam confusos e decepcionados consigo mesmo e com os outros. Os educadores do instituto de ensino também se mostravam confusos para ajudar, alguns incitavam o preconceito indiretamente para aliviar as próprias frustrações, o treinador de rugby por exemplo, queria levar o time a vitória e, em parte, para compensar uma derrota passada, porém, não procurava entender cada membro do time para ambos crescerem juntos e melhorar, pensava que, por um homem gostar de outro, não poderia praticar certos tipos de esporte e Connor, era era um desses homens. 

Se sentindo perdido, Conor busca ajuda e uma forma de se entender com o professor de inglês, na ida à boate após a vitória do último jogo viu o educador lá com seu parceiro. Não foi de grande ajuda, o mais velho que parecia ter um bom conselho, o fez se perder ainda mais. Seu mestre, também sustentava o medo de deixar o mundo ver como de fato ele era e se sentia, um prisioneiro propagando uma liberdade na qual ele mesmo não tinha coragem de buscar.

 Acreditava que o tempo era um bom remédio para aliviar o preconceito e, se escondia nas palavras e frases feitas que profetizava, só não executava, umas delas é. “Não usem uma voz emprestada. Achem sua voz. Não sejam ovelhas”.

Ned assim como seu amigo, estava confuso e com raiva pela decepção de ter sido abandonado e, também saudades do companheiro. Essa história de amor não é um romance romântico, mas é importante por igual, amor de amigo, as reações de quando estão brigados são bem parecidos a de um casal, a revolta pode ser devastadora. Machucado fisicamente e emocionalmente por Connor o ignorar, Ned voltou a querer ser expulso do colégio, como desejava antes de seu amigo chegar e, encontrou uma boa oportunidade para fazer isso. Chegou o dia da última disputa do campeonato de rugby e no dia anterior, teve treinamento de torcida, esse treino de gritos para torcer tinham vantagens e desvantagens, para alguns era maravilhoso para animar o time, para outras, era um prato cheio para humilhar e fazer bullying com os mais tímidos.

Essa foi a oportunidade perfeita que Ned encontrou para se vingar, diante dos maus olhares e apontar de dedos por ser gay assumido, onde muitos outros também poderiam até ser, mas não tinha coragem de assumir e, ele era o único maltratado. Então, fez a maior besteira, pensando estar fazendo algo que traria alguma compensação,só fez se igualar aqueles que durante muito tempo o maltratou, gritou alto e em bom som que seu amigo ou melhor ex-amigo,  também era gay. Todo ato, tem uma consequência, pior que a expulsão, foi a crise de consciência, ao invés de tentar entender o amigo, fechou o cadeado da porta da prisão que ele vivia.

O dia seguinte era a competição, um dos membros mais importantes sumiu Conor, enquanto Ned, realizava seu desejo de ser expulso e tudo parecia desmoronar. O diretor da escola não depreciava a homosexualidade, tanto que, para que Ned se sentisse mais tranquilo e à vontade, o manteve sozinho em seu dormitório, essa era a explicação por durante o ano letivo ninguém ter sido designado para ficar com ele, até Conor chegar, por esse motivo os colocou juntos, acreditou que um ajudaria o outro.

Tudo parecia arruinado, ambos infelizes e arrependidos, uns por ter usado os métodos errados quando queriam ajudar, outros por omitir a verdade quando ela gritava por liberdade. Uma luz surgiu no fim do túnel, mesmo não podendo apagar palavras proferidas, podem reconhecer que pode se fazer mal uso delas e, Ned aprendeu isso. Correndo contra o tempo foi resgatar sua amizade, seu amigo e, alimentar as esperança de muitos, trazendo de volta o jogador titular do time rugby.

Logo no início da amizade Connor comentou que gostava de velejar com o pai e que tinham um barco, com essa lembrança, se abriu uma porta para desaprisionar não só uma, mas várias pessoas. Nunca foi muito atlético, mas correu o quanto pode para chegar e sua intuição estava certa, lá estava Connor. Mais perdido do que com raiva, e a chegada Ned o fez perceber que devia parar de se esconder, não desistir antes mesmo de batalhar, pois tanto na vida quanto no jogo, só acaba depois do apito final, e ele ainda tinha muitas partidas para vencer. 

Conor já havia participado de vários jogos, no entanto, esse era o primeiro em que, para mostrar seu talento, não ia fingir ser quem não era e, enfrentar as consequências por expressar como realmente se sentia.Tinha um time para liderar e quando chegou, trouxe o começo da liberdade de outros, jogaram com toda garra que tinham e venceram a partida, um passo no jogo e na vida. Das muitas partidas que Ned não viu por odiar os que estavam no campo, sua primeira vez foi marcante, lá no meio estava estava um pouquinho de sua força em cada defesa e em cada chute de Conor.  (foto da festa da vitória)

Bem meus amores, espero que tenham gostado, continuem nos acompanhando beijos e até a próxima.

Cr.Imagens: Netflix

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