EXPOSIÇÃO, HUMILHAÇÃO E HOMOFOBIA

EXPOSIÇÃO, HUMILHAÇÃO E HOMOFOBIA

Olá, meus amores, seguimos firmes com a campanha do setembro amarelo para levar ajuda ao máximo de pessoas possíveis. Aí você pode pensar, mas como? Amando todos igualmente, sem fazer distinção entre as pessoas, pois diante de Deus(para quem acredita), somos iguais!  Espalhando amor por onde quer que a gente vá. 

O exemplo de hoje acontece muito no mundo inteiro, e junto a meu amigo Kawê, vamos contar um pouquinho a vocês. Antes de citar a história dos personagem,devemos lembrar que morrer em vida, também leva a finalizar a existência.

Ano passado fizemos uma pequena matéria citando uma das personagens da série The Judgment Lukel. Este ano, novamente, traremos a citação de mais dois personagens, pois suas história são de grande importância para conscientizar o expressar de sentimentos.

Vamos falar de mais dois dos três personagens protagonistas do lakorn “The Judgment”, traduzida pela Netflix como “#Nãomejulgue”. O drama aborda questões bastante atuais como o uso maléfico das redes sociais para a exposição e degradação de pessoas. 

Além disso, a série aborda problemas da adolescência e início da fase adulta como, por exemplo, sexualidade, dificuldades financeiras, relacionamentos abusivos e conflitos familiares. Hoje, o nosso foco são as personagens Som (interpretada por Nara Thepnupha) e Namnhao (interpretado por Mond Tanutchai).

Som (interpretada por Nara Thepnupha)
Namnhao (interpretado por Mond Tanutchai).

Som representa o sofrimento de muitos jovens na luta para não perder a vida. O nosso objetivo ao contar sua história é levar ajuda a quem precisa e ajudar a prevenir o suicídio e não apenas contar como a pessoa sofreu até o último momento. Caso eu esteja sendo muito dura, peço desculpas antecipadas! Mas a realidade, infelizmente, é assim. Mesmo com toda a bondade que há no mundo, ainda têm muitos que não se prestam a ajudar porque julgam você antes de saber o que passa. Som vive na série muitas angústias, porém, ao invés de expressar o que sente, constrói uma bolha, se maquiando e cobrindo toda a dor. É quase como se ela tentasse esconder uma ferida sem tratamento, que vai infeccionado por dentro com o passar do tempo. A pessoa se faz de forte dizendo que não está sofrendo, quando na verdade ela pensa que não há outra saída além de acabar com a própria dor. 

Som passa por problemas financeiros em sua família. Para ajudar, resolve fazer de forma em que o lucro venha o mais rápido possível. Adolescente, linda, começou a gravar vídeos em uma espécie de strip-tease na internet. Isso é um trabalho? Sim. Quem paga pra ver não é forçado a assistir. Se isso teve um preço? Sim. Um preço muito alto! Para aqueles que não entendem, é uma maneira de julgar e desmoralizar ainda que não saibam a realidade. A garota, ao acreditar que podia ajudar sua família, caiu em uma cilada, aceitou uma proposta de trabalho relacionado aos vídeos que fazia e foi violentada, filmada e, o pior, fizeram com que parecesse que era por vontade própria, mesmo gritando por socorro nas imagens. Quem, com uma coisa terrível dessas, não pensaria em acabar com tudo para não ouvir ou ver alguém rir do seu próprio sofrimento? Nesses casos, dificilmente a pessoa não é taxada como imoral ou promíscua, principalmente se estamos falando de mulheres e pessoas LGBTQIA+. Muitas vezes, por não entenderem, até a família vira as costa, da mesma forma que os pais da Som fizeram na história. 

Essa jovem, assim como muitas outras que passaram por situações semelhantes, pensou em desistir. Mas, ao contrário, tentou encontrar uma outra saía e se fortaleceu pouco a pouco. Embora fosse difícil voltar a confiar nas pessoas, Som conseguiu ver que, mesmo sem poder esquecer, ela poderia controlar e ajudar outros que, assim como ela, passaram pelas mesmas coisas e estiveram à beira de acabar com a sua existência, desistir da própria vida por causa de uma batalha dura e árdua. 

Sei que muitos podem não entender e até dizer que não sei o que digo, mas acabar com vida não coloca um fim no sofrimento. Ao contrário, faz com que ele cresça ainda mais porque, não é apenas a pessoa que foi vítima e se suicidou que sofre. Junto com ela, o sofrimento atinge a família, filhos, pais, parceiros e amigos. O sofrimento continuará com eles.

Aí você me pergunta: e como eu devo sobreviver? Lutando! Não só por todos que te amam, mas também por você. O amor deles te fortalecerá, vai te ajudar a refazer momentos felizes e, juntos, vocês se tornarão mais  fortes. Sempre que achar que as batalhas estão difíceis e pensar em desistir, não lute sozinho. Procure ajuda, pois um abraço, mesmo sem ouvir uma palavra, já vai aliviar um pouquinho o seu sofrimento. 

Agora vamos falar do personagem Namnhao. Um jovem educado, tímido e reprimido sexualmente por sua família, que é bastante conservadora. Namnhao tem um irmão gêmeo, Namnuea, que, mesmo sabendo sobre o seu relacionamento com um rapaz, nunca se opôs a homossexualidade de seu irmão durante a história.

Esse rapaz se chama Jammie, um garoto que conheceu Namnhao durante uma festa. A partir daí, os dois trocaram números e começaram a se encontrar com mais frequência. É importante salientar que Namnhao, até esse momento, não havia se assumido para seus pais, de forma que mantinha seu relacionamento em segredo. 

Durante uma balada gay, os meninos se desencontram e Namnhao, que esperava por Jammie, ficou bêbado e aceitou um convite de outros caras do local para sair. Mal sabia ele que esses rapazes estavam extremamente mal intencionados.

 Levaram Namnhao para um local distante, o estupram, gravaram tudo e, claro, postaram na internet. É uma das cenas mais tristes do lakorn.

Como o pai de Namnhao é uma pessoa influente na história, recebeu a notícia antes da publicação da matéria, no dia seguinte, e conseguiu retirar o rosto de seu filho do jornal. Nesse ponto, Namnhao revela aos seus pais, da pior maneira possível, sobre sua sexualidade. A reação deles foi a pior possível. 

Na visão deles, assim como de muitas pessoas, a homossexualidade é uma doença que deve ser tratada por um psiquiatra. Ao saber disso, o garoto ficou perplexo e discutiu com os pais, afirmando que o problema não é ele, mas sim seus pais. Mas toda a situação foi destruindo cada vez mais o psicológico de Namnhao. 

E o Jammie? Bem, ele, desde a noite que se desencontrou com nosso protagonista, entrou em desespero e ligou freneticamente para o rapaz, além enviar mensagens de texto. Quando finalmente lembra o endereço de Namnhao, vai até lá para obter informações. Ao chegar, é recepcionado por Namnuea.

Jammie consegue algumas informações, mas não sobe para ver Namnhao porque Namnuea diz que o irmão prefere ficar sozinho. Dias depois, finalmente Jammie consegue ver com Namnhao no que seria último encontro dos dois, marcado por desabafos, choros e um abraço, o mais demorado de todos… 

Depois disso, Namnhao, numa noite de muita crise e desespero, escreve uma carta de suicídio para seu irmão e se mata numa banheira. Aqui se pode ter uma dimensão das proporções que o acúmulo de ressentimentos pode fazer com um ser humano. Desde o preconceito dos pais ao estupro, passando pelo desrespeito e falta de compreensão, chegando a ser considerado um “doente”. Um triste fim para uma história que tinha tudo para ser feliz.

Homofobia e Suicídio 

Estamos no mês amarelo, época da campanha de prevenção do suicídio e, um dos grande motivos que levam as pessoas a buscar a morte como única saída possível para seu sofrimento, é o preconceito contra a comunidade LGBT. Mas não apenas isso! O preconceito por tudo o que é “diferente” do que a sociedade dita como padrão. Seja a homofobia, a transfobia ou tudo o que é relacionado à heteronormatividade corresponde a um risco para a sobrevivência dessa minoria na sociedade.

A perseguição, a violência (sexual, física, psicológica) contra gays, lésbicas, travestis, trans, não binários, etc. leva esses indivíduos ao colapso emocional, seguido por um período de afastamento e, consequentemente, busca pela “falsa sensação de alívio imediato”, ou seja, o suicídio. 

Nesta situação, é necessária a mobilização de toda a sociedade para a causa, pois, agora, não é somente contra a homofobia que estamos lutando, mas sim contra a depressão, ansiedade, transtornos de personalidade e, claro, contra o suicídio. O que percebemos pelas notícias que recebemos todos os dias é que os números de suicídios está aumentado no Brasil ano a ano e que a um ponto da falta de respeito à vida que é possível indicar esse tipo de violência como uma das maiores mazelas da nossa sociedade.

As redes sociais, por exemplo, ao mesmo tempo em que auxiliam na propagação instantânea de informações, potencializam a difusão de notícias falsas, imagens e vídeos de pessoas sendo submetidas a condições humilhantes e perniciosas, como estupro, calúnias e ódio gratuito.

Parece clichê, mas o que se pode dizer sobre algo que é fundamental? Diante de uma situação como essa, é preciso ter compaixão, altruísmo, tolerância, aceitação, empatia. Pensar, por exemplo, se fosse alguém próximo a você que estivesse numa situação ruim (nesses vídeos), você não ajudaria? Faz sentido você compartilhar um vídeo, uma mensagem caluniosa sobre uma pessoa que pode estar passando por problemas severos e prestes a tirar a própria vida? Reflita sobre suas atitudes também. O quanto você, sem perceber, pode contribuir para uma corrente crescente de ódio.

Além disso, caso você, leitor, esteja passando por uma situação difícil, similar ou não a de Namnhao, diferente dele, faça como Lokkaew e Som, NÃO desista, busque ajuda, converse. É normal se sentir impotente, é normal ter dias ruins, é normal sentir-se triste ÀS VEZES. Se perceber que essa tristeza está impregnada, que a sensação de desespero está instalado ou crescendo em vez de diminuir, não pense duas vezes! Procure ajuda em casa, na escola, no serviço, na CVV, para mim, para qualquer pessoa, entendeu? Sua vida vale MUITO!

Mesmo sendo desconhecidos, algo que tenho certeza é que tanto eu como você somos importantes para as pessoas ao nosso redor, para o mundo. É claro que, de vez em quando, recebemos broncas das pessoas de quem gostamos e/ou com quem nos importamos. às vezes, nos decepcionamos com elas também, mas… Ninguém é perfeito, certo? 

Onde eu quero chegar com essa conversa? Quero que você tenha absoluta certeza do quão valioso você é para a sua família, para a sociedade, para si próprio. Você é você. Não existe ninguém neste vasto mundo igual a você. Alguém com o seu nome, com as suas características físicas, aptidões, defeitos, gostos, sonhos, virtudes. Somos únicos e isso é DEMAIS! Porque cada um de nós é um pedaço do grande mosaico que constitui o mundo.

Posso estar delirando, mas quando eu paro e penso nisso eu fico muito encantado e feliz por fazer parte deste mundo que, mesmo com tantos problemas,é bonito. E agradeço porque estou vivo, e respiro, e posso cantar, e dançar, e ver os doramas que gosto, e estudar minhas matérias preferidas, e comer, e passear, e viajar, enfim… tudo isso. Independentemente da religião, eu agradeço por cada segundo de vida e eu gostaria de espalhar o meu sentimento com vocês e, claro, ajudar você a pensar o mesmo de si.

Bom, chegamos ao término de mais uma matéria do mês amarelo. Eu espero que tenham gostado e que assistam ao lakorn. Vale super a pena, abre debate sobre muitas questões e reflexões de assuntos que nos permeiam. MAs já aviso que pode conter gatilhos emocionais. Então se você tem alguma memória ruim com algum dos três casos apresentados, talvez não seja uma boa hora para assisti-lo. 

Setembro Amarelo

É preciso lembrá-los de que estamos no mês amarelo, período da campanha de prevenção ao suicídio. Dessa forma, durante todo o mês, a Boys Love Brasil, além de nossa habitual programação, trará também conteúdos relacionados à causa, engajando e demonstrando todo o nosso apoio à preservação da vida.

Caso sinta necessidade ou conheça alguém que precise, contate o Centro de Valorização da Vida (CCV), uma instituição que auxilia pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, atuando na prevenção ao suicídio. Para conversar com um dos colaboradores, ligue para 188 ou acesse o site. Não se preocupe, o atendimento é 100% gratuito e funciona 24h por dia.

Sigam as redes sociais da Boys Love Brasil! ♥️🔎

Twitter: @boyslovebrasil

Instagram: @boyslovebrasil

YT & FB: Boys Love Brasil 

Telegram: @boyslovebrasil1

Crédito de imagens: https://unsplash.com/photos/XX2WTbLr3r8 

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash 

https://images.unsplash.com/photo-1469571486292-0ba58a3f068b?ixlib=rb-1.2.1&ixid=eyJhcHBfaWQiOjEyMDd9&auto=format&fit=crop&w=500&q=60

Photo by Jon Tyson on Unsplash 

https://unsplash.com/photos/cAtzHUz7Z8g

Photo by Tim Marshall on Unsplash

Compartilhar esta publicação

Comente e deixe a gente Feliz


%d blogueiros gostam disto:
Optimized with PageSpeed Ninja