Dezembro Vermelho: Quebrando tabus

Dezembro Vermelho: Quebrando tabus

Olá meus unicórnios, tudo bom?

  Hoje vim trazer para vocês uma matéria sobre um assunto muito importante. Estamos no mês Dezembro Vermelho/Laranja, mas nosso foco será o vermelho e irei indicar duas séries maravilhosas que abordam acerca disso.

  O Dezembro vermelho é voltado para a prevenção ao HIV e AIDS, o dia internacional da campanha é no dia 1° do mês. O laço vermelho simboliza solidariedade.

  Até hoje, há o tabu que HIV e AIDS é tratado como uma doença exclusiva da comunidade LGBTQIA+, porque no início dela os primeiros diagnosticados foram pessoas que tinham relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, apenas mais para frente foi descoberto que a transmissão ocorre através do sexo sem preservativo ou com o contato com sangue contaminado, mas qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, está propenso a adquirir caso não tome os devidos cuidados.

  Ainda é confuso para algumas pessoas a diferença entre HIV e AIDS, então irei esclarecer mais sobre. HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), é o início da doença, ela ataca o sistema imunológico e se espalha nas células brancas no intuito de criar mais dela e dar continuidade na infecção. Já a AIDS (Síndrome da imunodeficiência adquirida), é a doença desenvolvida, sendo mais intenso seu tratamento.

  Nem todo mundo que tem HIV possui AIDS. Pessoas soropositivo (quem possui HIV) tem uma vida praticamente normal, o que choca muitas pessoas pois há ainda vários tabus relacionado a esse tema. A única diferença é que eles precisam tomar os medicamentos indicados, ter acompanhamento clínico e manter práticas saudáveis e, claro, fazer uso do preservativo (mas esse já vale para todos). AIDS e HIV não tem cura, mas tem tratamento e tudo bem ficar com medo no início.

  A série “Mga Batang Poz” retrata a história de quatro adolescentes filipinos que são hiv positivo, também usam o termo “pete” para a palavra positivo. A trama segue a vida de Luis, Enzo, Gab e Chuchay, eles fazem parte do mesmo grupo de bate-papo e um dia marcam pra se encontrar, porém só aparece eles quatro. Ela aborda toda a dificuldade do processo de descobrir a doença e o preconceito da sociedade por não entender. Mas também é sobre aceitação, família e amizade.

  A série tem 6 episódios ao todo e sua narrativa é bem realista, o primeiro episódio é sobre como se conheceram e a partir do segundo começam a falar sobre cada personagem específico. Mas confesso que de todos os personagens a história da Chuchay foi a que mais me emocionou, pois ela adquiriu após ser molestada frequentemente pelo dono da barraca onde trabalhava. Os demais possuíram através da falta do uso de preservativo. Mas é uma série que recomendo muito, vale a pena assistir, porque ela nos faz sentir e ajuda a entender mais pelo que passa as pessoas que tem HIV.

  Na minha opinião, essa série é incrível, mas queria focar em duas coisas dela. Em todo momento ela incentiva a fazerem o teste, tanto na série quanto os atores antes do episódio começar, todos podem fazer mesmo que tomem os cuidados de prevenção.

  Nat e Arm fazem um casal em Gay Ok Bangkok, o Nat é HIV positivo e Arm é negativo (termo usado para quem não possui o vírus). Sim, é comum apesar de todo preconceito que existe haver casais positivos com negativos, só é necessário o cuidado. A Prep é mencionada em um dos episódios. Prep é um medicamento usado para prevenir a transmissão. Dificuldades vão haver, mas às vezes é necessário parar um pouco e respirar fundo, lembrem-se: um passo de cada vez.

  Façam o teste e se previnam. Terminamos por aqui, espero que tenham gostado. Beijos

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