Carol: como a insegurança de um homem pode atrapalhar uma mulher

Carol: como a insegurança de um homem pode atrapalhar uma mulher

Olá meus bombons de licor, tudo bem com vocês?

Hoje eu trago para vocês a resenha de um romance lésbico, algo que vocês pediram bastante! Então vamos conhecer o filme “Carol”.

Título: Carol
Gênero: Drama
Estreia : 14/01/2016
Direção: Todd Haynes
Roteiro: Phyllis Nagy Patricia Highsmith
Produção: Christine Vachon, Elizabeth Karlsen, Stephen Woolley, Tessa Ross
Fotografia: Edward Lachman
Trilha Sonora: Carter Burwell
Estúdio: Film4, Killer Films, Number 9 Films
Montador: Edward Lachman
Distribuidora: Mares Filmes

• ELENCO
Cate Blanchett – Carol Aird
Rooney Mara – Therese Belivet

Duração: 118 minutos
Classificação: 14 anos
Países de Origem:
Estados Unidos da América
Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

SINOPSE: “Em plena Nova Iorque dos anos 50, Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher elegante e de personalidade forte está passando por um difícil processo de divórcio com Harge Aird (Kyle Chandler) um típico empresário estadunidense. O casamento dos dois estava sendo sustentado para manter as aparências de uma sociedade exigente, e, ao descobrir que Carol havia tido um antigo caso amoroso com sua amiga Abby, (Sarah Paulson) Harge decide por um fim no casamento. Alguns dias antes do Natal, Carol conhece Therese Belivet (Rooney Mara) em uma loja de brinquedos, pois fora ali comprar uma boneca para sua filha, Rindy. Neste instante um interesse mútuo nasce entre as duas mulheres. Therese é uma solitária jovem que apesar de ter um namorado e se interessar por fotografia ainda não sabe ao certo o que fazer de sua vida. Elas se apaixonam e tornam-se cada vez mais próximas. Quando Harge descobre o possível envolvimento das duas, ameaça tirar definitivamente a guarda da filha do casal, proibindo Carol ver Rindy até o dia do julgamento que demoraria meses. Carol, não suportando a ideia de ter sua filha tirada de si e não podendo fazer nada contra a decisão judicial decide, então, não negar mais o que estava sentindo por Therese convidando a jovem para uma viagem de carro pelo oeste dos Estados Unidos, na qual as duas se entregarão ao amor e juntas enfrentarão a maior decisão da vida de ambas: que tipo de mulher elas serão dali para frente.”

Carol é baseado no livro “The Price of Salt”, de Patricia Highsmith de 1952.

O filme esteve em desenvolvimento há mais de 11 anos nas produtoras britânicos Number 9 Films e Film4 Productions. Mas as filmagens começaram apenas em março de 2014.

O filme estreou no Festival de Cannes 2015, onde concorreu à Palma de Ouro, sendo premiado com o Queer Palm e o prêmio de interpretação feminina pela atuação de Rooney Mara. Recebeu seis indicações ao Oscar 2016: Melhor Atriz (Cate Blanchett), Melhor Atriz Coadjuvante (Mara), Melhor Roteiro Adaptado (Phyllis Nagy), Melhor Trilha Sonora Original (Carter Burwell) Melhor Figurino (Sandy Powell) e Melhor Fotografia (Edward Lachman).

Tudo se inicia quando Carol aparece na loja na qual Therese trabalha, indo em busca de uma boneca para sua filha. A atração mútua aparece desde o primeiro contato das duas, é muito fácil de notar essa admiração instantânea.

Carol buscava uma boneca, mas não tinha mais na loja, por isso Therese indicou um trem em miniatura. Indicação esta que foi rapidamente aceita.

Quando Carol deixa a loja acaba por esquecer sua luva, a responsável pelo desenrolar e maior aproximação das duas.

Contudo o principal problema no relacionamento das duas, além da sociedade altamente preconceituosa dos anos 50, é a luta de Carol para conseguir se divorciar de seu então marido e posteriormente a luta pela guarda de sua filha.

O desenvolvimento delas é bem lento mas intenso, o amor nasce de um fundo bem melancólico e pesado, mas não deixa de ser bonito. O enredo é muito envolvente, se desdobra em mil outras coisas e te prende do início ao fim.

Sob a ótica de Haynes (Diretor do filme) Blanchett e Mara entregam uma história de amor para encantar. Cada olhar significa alguma coisa, nenhuma tensão é em vão.

Carol é um romance lésbico que traz uma beleza e mostra que o amor é tão natural quanto respirar.

Bom meus bombons, por hoje é só. Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima!

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