B não é de bagunça: setembro, mês da visibilidade bissexual

B não é de bagunça: setembro, mês da visibilidade bissexual

Olá meus bombons de licor., Ttudo bem com vocês?

Hoje, nós vamos falar de um assunto muito importante de ser discutido:, o mês da visibilidade bissexual. Nós não somos heterossexuais, não somos gays, não somos lésbicas, somos bissexuais. Não concorda comigo? Então, leia essa matéria de mente aberta e vamos ver sua opinião no final!

Bissexuais são as pessoas que sentem atração por pessoas de mais de um gênero. Durante muito tempo pensava-se que a bissexualidade era algo muito “exclusivo” (entre muitas aspas) de pessoas cis, (que se identificam com o sexo biológico,) mas esta, é uma idéia muito errônea e bem preconceituosa. — Trata-se de orientação sexual que é muito pouco discutida até pelo movimento LGBTQIA+, o que faz com que as pessoas bissexuais se sintam isoladas e até mesmo excluídas do seu próprio movimento!

Muitas pessoas julgam os bissexuais como pessoas confusas, como uma fase de “transição”. Importante ressaltar que sim, mulheres lésbicas ou homens gays podem passar por essa transição, e se identificam como bissexuais e, depois, como gay ou lésbica., Iisso é, sim, válido e muito comum. Errado é você julgar uma confusão, e forçar o outro a “tomar uma decisão”. Como bissexual, sinto na pele como é extremamente ruim ser julgada como pouco confiável, como se eu tivesse que, a qualquer momento, ficar provando minha orientação sexual para tudo e todos. Não façam isso! Isso é chamado de apagamento bi, ou seja, fingir que essa sexualidade não existe, o que gera um sofrimento e angústia muito grandes, pois as pessoas bi acham que precisam “decidir” se são homossexuais ou heterossexuais. Essa cobrança da sociedade pode gerar ansiedade, e outros diversos transtornos.

E por isso é que setembro é considerado o mês da visibilidade bissexual, para trazer informação sobre o assunto e ajudar a combater o preconceito que encaramos no dia a dia, seja da comunidade hétero normativa e até mesmo da comunidade LGBTQIA+.

Além da invisibilidade, quando não somos reconhecidos como bissexuais, a bissexualidade carrega consigo diversos estereótipos muito negativos. Tais como:

“Ela está namorando um homem, então virou hétero?”

“Ele está namorando uma mulher, então virou hétero?”

A bissexualidade não é uma carteirinha que nós temos que mostrar ou passar a cada hora. Ela não é perdida quando você se relaciona com alguém do sexo oposto. Desse modo, parece que uma pessoa bissexual só é validada quando está com uma mulher de uma lado e um homem do outro!

“Pessoas bissexuais não são fiéis”

Só porque os bissexuais se sentem atraídos por mais de um gênero, não quer dizer que são infiéis, ou que não se sentem realizados ou contentes com relacionamentos monogâmicos. Relacionamento aberto e monogamia é um outro assunto. Nossa tendência a trair não é maior que a das outras pessoas porque somos bissexuais Isso é um estigma enorme, como se bissexuais fossem apenas para “pegar”.

“Pessoas bissexuais têm mais doenças”

Não é por transar com mais de um gênero que a pessoa bissexuais transa com mais pessoas ou que transa sem proteção. Sexo seguro é para todos. Esse é um estereótipo muito ruim, e acontece também em situações com mulheres lésbicas e mulheres bissexuais. Ocorre de forma muito intensificada de lésbicas dizerem que bissexuais são sujas, que não beijariam mulheres que já fizeram sexo oral em homens ou falas piores.

“É bissexual? Bora fazer um ménage”

A associação que pessoas bissexuais ao ménage, reforça a idéia de que, necessariamente, gostam de sexo e que tudo se resume a isso. Silenciando também as pessoas bi românicas.

Os bissexuais não são indecisos ou promíscuos, esses adjetivos revelam o preconceito que essas pessoas enfrentam, a inviabilidade, a falta de representatividade, a bifobia. Termo usado para definir a opressão contra pessoas bissexuais.

Neste mês, ajude a desconstruir os preconceitos em torno dos bissexuais, os mitos, os estigmas. Dê um basta no preconceito, seja você hétero ou parte da comunidade LGBTQIA+. Compartilhe a matéria, comente, indique!

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