Aumento do preconceito incitado pelo avanço religioso/conservador

Aumento do preconceito incitado pelo avanço religioso/conservador

Infelizmente virou um costume tanta falta de empatia e falta de reciprocidade pelo próximo. Acordamos sabendo mais de notícias ruins em reportagem do que notícias boas. Que às vezes nos pegamos pensando “até quando?”.

Nesse mês do orgulho LGBTQIA+ estou fazendo essa matéria mostrando um assunto polêmico, mas que é necessário ser abordado.

Sobre o movimento LGBTQIA+:

O Movimento LGBTQIA+ é um movimento civil e social que busca defender a aceitação das pessoas LGBTQIA+ na sociedade. Apesar de não ser um movimento centralizado e organizado nos seus mais diversos núcleos ao redor do mundo, existem inúmeras organizações não-governamentais que atuam nesse sentido, oferecendo apoio e representação para essa parcela da sociedade.

Sempre em busca da igualdade social, seja por meio da conscientização das pessoas contra o preconceito com cada sexualidade, seja pelo aumento da representatividade das pessoas LGBTQIA+ nos mais diversos setores da sociedade civil. Além de quando o Movimento LGBTQIA+, quando organizado, é composto por várias redes de ativismo político e atuações culturais, incluindo as marchas de rua, bem como grupos voltados para a mídia, as artes e até mesmo as pesquisas acadêmicas.

LGBTQIA+ e Religião:

Encontramos religiões com tendências mais abertas e outras tradicionais, até mesmo conservadoras. As tradições religiosas, como portadoras de uma moral e representantes de uma “verdade” eclesiástica, possuem significativa capacidade de influência nas diferentes esferas da vida social brasileira. Nesse sentido, os líderes religiosos direcionam os fiéis a partir de concepções de gênero, família e sexualidade, expressando, ainda que implicitamente, uma posição frente aos movimentos LGBTQIA+.

“Nos ambientes religiosos (católicos e não católicos) a homossexualidade, pode ser vista em duas perspectivas: uma tradicional-conservadora e outra progressista-liberal. Na conservadora há um consenso de que os atos homossexuais são um mal intrínseco e, por isso, nunca uma opção moral aceitável; já na segunda perspectiva há um consenso de que a homossexualidade é uma condição ou orientação humana e não é incompatível com a vivência social”.

Padre Danilo Vitor Pena

A diversidade sexual, quando posta em discussão dos direitos humanos e sexuais, faz com que as distintas entidades religiosas se manifestem frente ao tema.

Encontrasse uma certa tentativa de normatizar as relações homoafetivas, mesmo entre aqueles que dizem estarem abertos para o acolhimento de gays e lésbicas e que se colocam favoráveis aos direitos para os homossexuais. A promiscuidade aparece como o elemento contrário ao padrão monogâmico de casamento. Num jogo de acusações espelhado, as lideranças consideradas homofóbicas acusam os movimentos LGBTQIA+ de agressivos e autoritários. Em relação aos fiéis, os resultados apontam para a influência das religiões, que buscam, de forma diferenciada, o controle da sexualidade e das relações afetivas de seus fiéis, nos modelos de subjetividades masculinas e femininas. Essas normas, geralmente construídas a partir de uma cultura heterossexual, tensionam os desejos e valores dos fiéis com orientações sexuais alternativas, que lançam mão de recursos diversos para permanecer no grupo religioso e desenvolver sua sexualidade. Ainda que a capacidade de interferência de algumas instituições religiosas nas esferas moral e até mesmo jurídica favorece a violência simbólica contra os gays e as lésbicas que participam do grupo e a disseminação de práticas homofóbicas na sociedade.

A religião, ao interferir na realidade LGBTQIA+ utiliza conceitos “pecaminosos” que atingem todos os segmentos e espaços sociais. Dessa forma, torna-se importante o desenvolvimento de mais pesquisas que estudem as influências religiosas em temas como sexualidade, gênero e identidade de gênero, para que se possa compreender e combater a homofobia e a transfobia presentes nesses discursos e ambientes religiosos, produtores de saberes hierarquizantes entre corpos de homens e mulheres binários, supostamente imutáveis.

Ainda assim, podemos pegar de exemplo o catolicismo, que é uma das religiões mais praticadas no mundo e tem como porta-voz o Papa Francisco que deu em uma entrevista sua posição sobre o assunto:

“Eu nunca abandonei ninguém. As pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas”.

Revelou ainda que recebeu uma carta de um espanhol contando a sua história quando era menina. Ele sofreu muito porque era uma garota que se sentia garoto, fisicamente era uma garota. Quando se tornou adulto foi operado, mudou sua identidade civil, se casou e trabalha no ministério.

E, a resposta do Papa é simplesmente merecedora de aplausos:

“As tendências ou desequilíbrios hormonais causam muitos problemas e devemos estar atentos a não dizer: É tudo a mesma coisa! Mas acolher, acompanhar, estudar, discernir e integrar cada caso, sempre com a misericórdia de Deus.”

Bom galere, espero que vocês tenham gostado da leitura e não deixa de nos acompanhar para mais matéria.

Obs: deixarei referências caso tenham mais curiosidades.

Bjxx, Prika.

Referências:

https://www.stoodi.com.br/blog/2019/02/07/movimento-lgbt-o-que-e/

http://www.clam.org.br/busca/conteudo.asp?cod=4817

www.scielo.br›psoc›1807-0310-psoc-29-e162267

https://www.rs21.com.br/noticias/papa-no-aviao-acolher-a-todos-como-faria-jesus/

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