Amor é Amor: seja com um, seja com dois, seja como for

Amor é Amor: seja com um, seja com dois, seja como for

Olá, meus unicórnios, tudo bom?

Chegando ao fim do mês do orgulho, a matéria de hoje é dedicada a um assunto bem importante: a não monogamia. Ela não é exclusiva do vale, porém, precisamos esclarecer algumas dúvidas que sei que muitos devem ter sobre esse tema. Iremos com calma, primeiro explicando cada tipo de relacionamento. Prontos?

Monogamia: A forma de relacionamento onde determinada pessoa possui apenas um(a) parceiro(a). 

Poliandria e Poliginia: A poliandria é a união de apenas uma mulher com dois ou mais homens. Já a poliginia é quando um homem se casa com mais de uma mulher, mas elas não possuem os mesmos direitos. Essas práticas são comuns em países onde a fé muçulmana é majoritária.

Poligamia e Poliamor: Apesar de terem nomes bem parecidos, NÃO são iguais. A poligamia é a união conjugal entre mais de duas pessoas, mas ela é considerada crime, porque, segundos vários países, fere os direitos humanos, tendo em base a liberdade da religião. Já o relacionamento poliamoroso é a relação, não conjugal, entre mais de duas pessoas, esse não sendo considerado crime.

Poliamor em V: É quando uma pessoa se relaciona com outras duas, mas essas duas não se relacionam entre si, ou seja, essas duas pessoas podem ser apenas amigos(as).

Relacionamento aberto: Pegando um pouco do conceito monogâmico, nesse caso, temos a relação entre duas pessoas que concordam que ambas as partes envolvidas possam se envolver com terceiros, sem trazê-los para dentro do relacionamento.

Amor Livre: Não tem necessariamente uma regra ou conceito, nele existem acordos individuais, tendo em base o que acham melhor para relação. O que está em jogo não é apenas o sexo casual com outras pessoas, mas também a possibilidade de você amar mais que uma pessoa ou apenas uma. É entender que não se pode interferir no sentimento do outro. O amor livre defende a prática de todo tipo de relação amorosa, sem denominações ou definições sólidas, não é necessário usar rótulo de “namoro” ou “casamento”, por exemplo.

A não monogamia é simplesmente um estilo de vida, não tem nada de “sem

vergonhisse” ou imoral sobre isso. São pessoas adultas e capazes de decidirem sobre seus gostos. Deixando claro que esses relacionamentos só funcionam se AMBAS as partes concordarem. Isso não pode e nem deve ser usado como desculpa para traição ou atitudes abusivas, assim como não pode se forçar um namoro aberto. Digo isso falando como alguém que não é monogâmica. Namoros são como acordos e precisa ser conversado sobre os limites da relação, sendo ela aberta ou não, o diálogo é extremamente necessário, então se algo o incomoda, converse e tentem chegar num consenso.

Bandeira do orgulho poli (Polly Pride Flag)

A bandeira traz 3 cores: Azul, para representar honestidade, vermelho, que representa amor/paixão, e o preto, que tem o significado de solidariedade com aqueles que por alguma razão (família, trabalho, sociedade) ainda não puderam “sair do armário” para se declarar poliamoristas publicamente. É comum a bandeira trazer símbolos em seu centro, como o coração ou o infinito, mas o mais comum é que traga a letra “pi” (letra grega). Também existem algumas variações com as três cores aplicadas aos símbolos isoladamente.

Uma coisa bem comum, infelizmente, é ouvirmos coisas como “ah, namoro aberto é como ser um corno manso” ou que é apenas safadeza. Mas não é assim, errado é você ter um namoro fechado, trair a pessoa com quem você tá e depois fingir que não há nada acontecendo. 

Agora o questionamento é: Isso significa que não existe traição num relacionamento não monogâmico? E pasmem, a resposta é não. A diferença é que nesse tipo de relação, é priorizado o diálogo. Então, funciona basicamente assim: Eu confio em você e te dou liberdade para falarmos sobre tudo, se um dia encontrar alguém, ficar com essa pessoa e acabar gostando dela, temos que ser sinceros o suficiente para chegar e falar abertamente disso.

Um relacionamento fora do padrão monogâmico não é garantia de que dará certo, pois assim como existem namoros fechados que chegam ao fim, os relacionamento abertos ou poliamorosos também chegam. Tudo é questão de conversas e, mais precisamente, acordos. Usar isso como desculpa para “pegar geral” também não é válido, simplesmente porque não se encaixa nesse tipo de relacionamento, é mais fácil apenas dizer que não quer compromisso.

Um outro questionamento: Pessoas não monogâmicas não sentem ciúmes? Particularmente falando, eu não sinto ciúmes, mas gosto de atenção (um pouco egocêntrica? Talvez), porém, isso é algo meu que tento mudar, porque sei que cada pessoa tem suas próprias ocupações. Só que falando de maneira geral, existe ciúmes, mas não é algo que todos sentem e quem tem, tenta lidar da melhor forma através do diálogo.

Por fim, a não monogamia basicamente significa ter liberdade de amar sem restrições. E isso não quer dizer que queremos apagar a monogamia ou tentar fazê-los deixar ela, óbvio que não. Só quero dizer que, sim, existem outras formas de amar e elas são válidas também. É aquele clichê: Amor é Amor. E nós não estamos no direito de julgar o estilo de relacionamento que as pessoas decidiram que era melhor para elas, e sim de respeitar e tentar entender.

Bom, meus amores, é isso. Espero que tenham gostado e não esqueçam de seguir a BLB em todas as redes sociais para ficar por dentro das novidades.

Fontes: Mulheres bem resolvidas, Medium.com/Uriel Ribeiro e Sexo sem dúvida

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