A Nova Era do City Pop

A Nova Era do City Pop

Sejam todos bem-vindos a mais uma matéria. Hoje iremos falar sobre coisa boa: música. 

Quem consegue viver um dia sem ouvir alguma música, que atire a primeira pedra!

Seja como for, gostaria de apresentar, para os que ainda não conhecem, o “City Pop”, estilo musical japonês da segunda metade do século XX que está bombando na internet. 

Origem 

Antes de falarmos sobre o gênero, é preciso recordar o momento histórico em que foi criado: o pós-guerra. 

Só para relembrá-los, com o fim da Segunda Guerra Mundial, tivemos a derrota do Eixo, formado pela Alemanha Nazista, a Itália Facista e o Japão Imperialista. Não podemos esquecer também que este último foi atingido por duas bombas nucleares, matando muitas pessoas e devastando a economia do país. 

Mas, por volta dos anos 50 e 60, o Japão foi se reerguendo aos poucos, com a ajuda de investimentos pecuniários norte-americanos aliada a adoção de uma política disciplinar rígida de trabalho, que incluía baixos salários e empregando uma mão de obra numerosa e barata. Pouco a pouco, o país conseguiu se tornar uma das maiores economias mundiais. 

Esse período, em que o país desfrutou de grande prosperidade econômica e houve a ampla difusão ao acesso a bens de consumo como tecnologia e outros “luxos” do capitalismo ocidental, é denominado “Boom Econômico” ou até mesmo “Anos Dourados Japoneses”.

O que é “City Pop”? 

A relação entre o crescimento econômico do país com a música consiste na maximização do intercâmbio cultural e da importação de tecnologias! 

O termo contemporâneo “City Pop”, que em tradução literal significa “Pop da Cidade”, designa o tipo de música que se produziu em larga escala no Japão durante seus anos de riqueza. Na verdade, refere-se à música pop daquele período, que devido ao sincretismo cultural com ocidente e o acesso a novos instrumentos e ritmos, influenciado por estilos como o Disco, Rock, Blues, Jazz Fusion, Synthwave, AOR, entre outros. 

Compilado dos principais álbuns da década de 80. Foto: Medium/Reprodução

Naquele momento, os dispositivos de reprodução de áudio estavam sendo cada vez mais difundidos no país, tais como os famosos Walkmans da Sony, e também a implantação de aparelhos de música em automóveis, o que permitiu maior desenvolvimento da indústria musical japonesa, uma vez que o acesso cada vez maior a esses dispositivos abriu espaço para que o público consumisse mais músicas com letras sobre o feliz e idílico mundo capitalista, assim como todas as suas vantagens como o poder de compra, o luxo e a riqueza. 

Foi, dessa forma, um estilo musical predominantemente urbano que exprimia a perspectiva otimista dos japoneses sobre o futuro da nação.

Os terríveis anos 90

Durante a década de 90, entretanto, a “Bolha Econômica” em que o país se abrigava estourou e o Japão experimentou dolorosos anos de recessão econômica devido a fatores externos, como o aumento da concorrência internacional, tais como o crescimento acentuado da China na virada do século, e também internos como a desvalorização do Iene por causa da especulação bancária, que até então concedia, empréstimos aos clientes a juros baixos e, ao aumentar as taxas, muitos japoneses não dispunham de capital suficiente para saldar suas dúvidas, o que levou muitos bancos japoneses à falência. 

Sendo assim, a ostentação pública deixou de ser uma regra.  Sonhos, o otimismo e a projeção que se tinha de um futuro idêntico e até mais próséro que o presente foram desfeitos e, portanto, as letras que falavam sobre consumo, luxo e ostentação não faziam mais sentido, pois não eram mais compatíveis com a realidade das pessoas, o que provocou a ostracização desse gênero musical.

O Retorno

Foto: Pinimg

Mantido em silêncio durante muito tempo nos confins da internet, o gênero musical tem sido revisitado cada vez mais por jovens ao redor do mundo que falam sobre um “saudosismo inexistente”, isto é, ao ouvirem músicas daquela época, sentem-se nostálgicos, como se já tivessem ouvido algo parecido antes. 

É um sentimento que também compartilho e admito que é uma experiência surreal, porque é impossível sentir saudade daquilo que não vivemos, parece meme, mas não é. 

Dessa forma, o Youtube tem sido uma ferramenta bastante útil para que a juventude entre em contato com artistas que ainda são contemplados apenas por alguns japoneses que viveram durante o “Boom”. 

Foto: Reprodução/Internet

E, por meio de compilados de músicas com thumbnails chamativas e gifs animados de animes ou carros passeando por grandes metrópoles à noite com banners piscantes e outros outdoors, é possível sentir o Japão dos anos 80. 

Dentre os inúmeros remixes com letras que contam a história de uma utopia perdida, encerro esta matéria indicando 5 das minhas músicas prediletas do “City Pop” e quem sabe não sejam a sua porta de entrada para esse delicioso gênero musical que combina com todos os momentos do seu dia. Confira: 

1.Mariya Takeuchi – “Plastic Love” (1984) – O Hino do City Pop

2.Tomoko Aran – “Midnight Pretenders” (1983)

3.Masayoshi Takanaka – Santigo Bay Rendez Vous (1983) 

4.Tatsuro Yamashita- “Merry-Go-Round” (1983)

5.Momoko Kikuchi – “Glass no Sogen” (1987) 

Referência

Mais sobre o “City Pop”: Traduagindo, Obvious, Wikipedia

Curiosidades sobre Mariya Takeuchi: Medium

Vídeos explicando o “City Pop”: em português e em inglês

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