A comunidade LGBTQIA+ na Índia

A comunidade LGBTQIA+ na Índia

Olá meus bombons de licor, tudo bem com vocês?

Hoje nós teremos um “Momento Curiosidade”, vamos conhecer um pouquinho sobre como vive a comunidade LGBTQIA+ na Índia!

A Índia fica localizada no sul da Ásia e sua capital é Nova Delhi. Considerado o sétimo maior país do mundo e faz fronteira com o Paquistão, China, Nepal, Butão, Bangladesh e Myanmar.

Até 6 de setembro de 2018 a homossexualidade era criminalizada e resultava em até dez anos de prisão no país. Cerca de 1,5 mil pessoas eram detidas por ano por suposta violação ao artigo 377, este Código Penal Indiano destaca: “Quem quer que, voluntariamente, tenha relações carnais contra a ordem da natureza, com qualquer homem, mulher ou animal, será punido com prisão perpétua ou com prisão por um período que pode se estender a 10 anos, além de multa”. A lei arcaica data de 1861, quando passou a valer em 42 ex-colônias britânicas, inclusive a Índia.

Mas mesmo após a descriminalização deste, os estigmas permanecem, por isso diversas pessoas, parte da comunidade LGBTQIA+, preferem esconder da família sua orientação sexual.

Atualmente, uma das principais reivindicações do movimento LGBTQIA+ na Índia,é a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. São pequenas vitórias, mas pouco a pouco nós vamos alcançar mais que o respeito a aceitação de todos!

— Conheça o Mavendra

Ainda quando a homossexualidade era ilegal no país, o príncipe indiano Manvendra Singh Gohil desafiou vários costumes locais abrindo seu castelo para abrigar pessoas da comunidade LGBTQIA+ que foram expulsos de suas casas. — LENDÁRIO DEMAIS!

Tentando ignorar sua orientação sexual, o príncipe chegou a se casar com princesa Chandrika Kumari em 1991, mas logo no ano seguinte se divorciaram. Seus pais até chegaram a aplicar um tratamento de ‘cura gay’ no mesmo. O projeto Cura Gay, também conhecido pelos nomes Terapia da Reorientação Sexual, Terapia de Conversão ou Terapia Reparativa, consiste no conjunto de técnicas que tem o objetivo de extinguir a homossexualidade de um indivíduo.

Tal conjunto de técnicas inclui métodos psicanalíticos, cognitivos e comportamentais. Além disso, são utilizados tratamentos de ordem clínica e religiosa. 

Gohil  acabou deserdado pela família e nas ruas, e as pessoas chegaram a queimar cartazes contendo a imagem dele. Quando assumiu sua homossexualidade, em 2006, tornou-se o único membro abertamente gay da família real indiana. O gesto fez com que ele fosse marginalizado pela própria família, mas Gohil não baixou a guarda, ele fundou a Lakshya Trust, uma organização que se dedica a apoiar homossexuais e educar a população sobre maneiras de se prevenir o HIV, e também os centros de acolhimento.

A ideia era construir edifícios para o maior número de pessoas possível: “Quero oferecer empoderamento social e financeiro para LGBTs, para que eles sejam capazes de sair do armário”, declarou ao jornal International Business Times.

“Se eu passei por esse tipo de situação, o mesmo pode acontecer com qualquer outra pessoa homossexual”, reforçou.

Bom meus bombons por hoje é só, eu espero que vocês tenham gostado e aprendido um pouco. Beijos e até a próxima!

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